Château de Versailles - História

Château de Versailles - História

O Palácio de Versalhes é um Patrimônio da Humanidade há 30 anos e é uma das maiores conquistas da arte francesa do século XVII.

O famoso Palácio de Versalhes, na época de sua construção era uma aldeia rural, mas, atualmente pertence ao subúrbio de Paris (um pouco mais de 20km).

Antes de se tornar um dos mais belos palácios de toda a Europa, o Palácio de Versalhes era apenas um pavilhão de caça de Luis XIII. Durante o reinado de Luis XIV foi que houve a transformação nesse pavilhão em um Palácio e o local passou a ser a residência real.

Mas, antes de começar a contar a real história da construção do Palácio, vale a pena contar a história do surgimento do pequeno castelo ali existente. Sabe-se que a primeira menção à aldeia de Versalhes data-se de 1038. em um documento nominado de "Charte de l'abbaye Saint-Père de Chartres (Carta de Direitos da Abadia de Saint-Père de Chartres). Nesse período, a aldeia de Versalhes era centrada em um pequeno castelo e uma Igreja, onde a área era controlada por um senhor local.  Devido à sua localização, houve alguma prosperidade em Versalhes, mas, em virtude à peste negra e à Guerra dos Cem Anos, Versalhes foi destruída e sua população diminuída. 

Em 1575, Albert de Gondi comprou o senhorio e, como Gondi havia chegado na França com Catarina de Médici (nobre italiana que se tornou rainha consorte da França - 1547 a 1559 - como esposa do rei Henrique II), sua família tornou-se influente na Assembleia dos Estados Gerais francesa.

Nas primeiras décadas do século XVII, Gondi levou Luis XIII para várias caçadas na floresta de Versalhes, sendo que, no ano de 1624. Luis XIII ordenou que fosse construído de um castelo de caça. Tal castelo foi desenhado por Philibert Le Roy (arquiteto e engenheiro militar francês do século XVII, que trabalhou nos estilos clássico e barroco). A estrutura foi construída toda em pedra e tijolo com um telhado de ardósia. 

Oito anos depois, Luís XIII conseguiu a escritura e posse de Versalhes e começou a fazer ampliações no palácio. 

Desde o ano de 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até o ano de 1789, quando a família real foi obrigada a voltar à capital Paris, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.

No ano de 1660, os conselheiros que governavam a França, em virtude da menoridade de Luís XIV, procuraram um lugar próximo de Paris, que fosse o suficiente afastado dos tumultos e das doenças da cidade. Paris estava crescendo demais nas desordens da guerra civil entre as facções rivais de aristrocatas, chamada de Fronde. Luis XIV queria um local para organizar e controlar completamente a França, sendo que escolheu o pavilhão de caça de Versalhes e, ao longo das décadas seguintes, resolver expandir o pavilhão até tornar-se o maior palácio do mundo.

Projetado pelo arquiteto Louis Le Vau, reuniu centenas de trabalhadores a fim de começar a construir um novo edifício do pavilhão de caça já existente, sendo realizadas várias ampliações que se tornaram o Pátio Real.

Era um grande desejo de Luix XIV criar um centro para a Corte Real, sendo que, após o Tratado de Nijmegem (Tratado realizado por diversos países, incluindo a França, para acabar com as guerras que havia) em 1678, a Corte e o Governo começaram a mudar para Versalhes. 

Logo após a mudança, já havia mais de 22.000 pessoas trabalhando temporariamente, sendo que, no ano de 1685, esse número chegou a 36.000.

A primeira etapa da construção alterou o palácio e seus jardins, a fim de acomodar os 600 hóspedes convidados para a festa Plaisirs de I'lle enchantée, em 1664, que foi realizada entre os dias 7 e 13 de maio, para celebrar as duas rainhas da França - Ana da Áustria e a Rainha Mãe, Maria Teresa da Espanha, esposa de Luis XIV, embora tal festa fora dada para celebrar a amante do Rei, Louise de La Valliére (fofocas da corte).

A Segunda parte da construção foi inaugurada com a assinatura do Tratado de Aquisgrão, que pôs fim à Guerra de Devolução. Durante essa segunda parte da construção, o palácio começou a assumir muito com o que é atualmente. A nova estrutura providenciava novos alojamentos para o Rei e sua família, sendo que, no primeiro andar foi dado inteiramente a dois apartamentos, um para o Rei e outro para a Rainha. A parte oeste do palácio foi destinado, quase inteiramente, para um terraço, o qual foi destruído para dar lugar à Galeria dos Espelhos. 

Galeria dos Espelhos

 

Com a morte de Le Vau, Jules Hardouin-Mansart, em 1678, tornou-se o arquiteto responsável para continuar a grande obra de expansão do Palácio. Foi Jules quem construiu o Laranjal, o Grande Trianon, as alas Norte e Sul do Palácio, a Capela e a Galeria dos Espelhos, sendo que foi na Galeria dos Espelhos que foi ratificado o Tratado de Versalhes em 1919. 

Em 1682, Luis XIV instalou-se oficialmente a Corte em Versalhes.

 

Pouco depois da derrota na Guerra da Liga de Ausburgo (guerra travada na Europa e nas colônias americanas - 1688 e 1697), a quarta etapa da construção do Palácio concentrou-se na construção da Capela Real, desenhada por Mansart e finalizada por Robert de Cotte e sua equipe de decoradores. 

Com a finalização da obra na Capela, em 1710, toda a construção em Versalhes cessou, sendo retomada somente vinte anos depois, no reinado de Luis XV.

O Palácio de Versalhes possui 2153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1250 lareiras e 700 hectares de parque.

O Palácio se destaca pela grande influência da arte barroca, caracterizada pela extravagância, sendo que encorajava os artesões a colocar elementos de decoração como coberturas douradas, arabesques em estuque, abóbadas pintadas e até o uso de ilusão de ótica. 

Além disso, todo o Palácio teve sua estrutura organizada ao redor do Rei, sendo que seu quarto é situado exatamente no meio do Palácio, ou seja, tudo deveria se organizar em torno da figura do Rei.

Apesar do gênero Barroco que se vê em todo o Palácio e seus exageros, pode-se notar que a construção é harmoniosa, graças ao uso de ilusão de ótica. A estrutura do Palácio é geométrica e apresenta distorções que proporcionam essa ilusão, causando uma harmonia perfeita. 

Além da construção, atualmente, há obras de artes (quadros e esculturas), afrescos e mobílias que não devem ser deixados de lado. Com mais de 60.000 obras de arte, Versalhes é surpreendente e, há três obras que merecem destaque.

A coroação de Napoleão é uma das telas que marcaram a história. Esta obra retrata a celebração que firmou o poder de Napoleão, em 1804. Na tela, vemos o imperador coroar a esposa Joséphine, o Papa Pio VII está sentado como espectador. A tela que está exposta em Versalhes trata-se de uma cópia do quadro original pintado por Georges Rouget. O original está em Paris, no Louvre.

Outra obra de arte para ser admirada é o relógio esfinge do Conte de Artois, que é um dos principais objetos no quarto do Rei. O relógio traz a representação de Aníbal, general cartaginês do Império Romano.

A tela de Marie-Antoinette Reine de France (Marie-Antoinette Rainha da França), foi pintado por Elisabeth Vigée-Lebrun em 1783 e representa a soberana com um vestido de seda cinza azulado.

Há muitas coisas para serem admiradas em Versalhes, desde sua arquitetura, suas obras de arte e seus jardins. Na época de sua contrução, André Le Nôtre ficou responsável pela organização dos canteiros e dos bosques, enquanto que Charles Le Brun ficou responsável pela supervisão e realização de mais de 300 esculturas, as quais tem inspiração greco-romanas, além dos ornamentos das fontes e vasos.

As decorações de mármore dos espelhos d'água foram encomendadas posteriormente por Colbert.

Série 

Em 2015, quando marcou os 300 anos da morte de Luis XIV, estreou pelo Canal + a série de televisão Versailles, que se passa justamente durante a construção do Palácio. 

Estrelado por George Blagden no papel de Luis XIV (mais conhecido por seu papel em Vikings como Athelstan), Alexander Vlahos como Monsieur Filipe I, irmão do rei, a série conta com três temporadas (a última ainda está sendo gravada), com dez episódios cada. Na primeira temporada, foi usada o próprio Palácio de Versalhes para a locação da série.

Apesar de ser aclamada pela crítica, o público francês ficou receoso pelos diálogos serem inteiramente em inglês. Talvez isso se deu pelo fato de a maioria do elenco ser britânico, mas eu realmente estava esperando uma série francesa. Mas, superado o idioma, a série é maravilhosa, digna de maratona que você nem vê as horas passarem.

Não deixe de conferir!

Animação da Construção de Versalhes

Trilha sonora da série - Música de Abertura

 

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Por Juliana Hembecker Hubert