Hospitais Cirúrgicos Móveis Exército na Segunda Guerra Mundial
23/07/2019 10:00
Em tempos de Guerras, a hospitalização é essencial para as Forças Armadas. O Hospital Cirúrgico Móvel do Exército, também conhecido como MASH, é uma unidade médica que serviu nas áreas de combate da II Guerra. Os hospitais móveis eram classificados como hospitais de campanha e hospitais de evacuação, sendo que, estes últimos chegavam poucos dias depois de uma invasão e seguiam a tropa, ficando próximos ao front. Como esses hospitais dependiam de mobilidade, costumeiramente usava-se lonas, escolas, prédios como local hospitalar.

Essas unidades foram estabelecidas pela primeira vez em agosto de 45, sendo que o Exército americano desativou a última unidade do MASH em fevereiro de 2006, sendo que seu sucessor é o Hospital de Apoio ao Combate (CSH). Esse moderno hospital de campo é transportável por aeronaves e caminhões, sendo entregue para a área de suporte em contêineres desmontáveis.

Na II Guerra, quando as ambulâncias chegavam, havia uma triagem inicial, onde os pacientes poderiam ser enviados para enfermarias pré-operatórias, médicas, de choque ou de evacuação, conforme a necessidade do paciente. Vale destacar que as unidades MASH desempenharam um papel importante no desenvolvimento do sistema de triagem, sistema que permanece até os dias de hoje.

O sistema de tratamento médico foi montado para que os médicos da linha de frente fossem capazes de tratar um homem ferido onde ele caiu. Isso geralmente consistia em aplicar morfina para evitar que ele entrasse em choque, um pouco de sulfa em pó para evitar que suas feridas fossem infectadas e uma atadura rápida para parar o sangramento.
Em seguida, os portadores da maca foram chamados para transportar o paciente do campo para um posto de socorro do batalhão, talvez um quilômetro atrás das linhas. No posto, os primeiros socorros mais completos poderiam ser administrados, um diagnóstico feito e um homem seriamente ferido estabilizado. De lá, os feridos eram transportados para mais longe, até um hospital móvel.
O hospital móvel estava muito melhor equipada do que os médicos da linha de frente, e as principais cirurgias médicas podiam ser realizadas em condições sanitárias antes que os piores casos fossem enviados para um hospital de evacuação a cerca de 12 a 15 milhas atrás das linhas. De lá, os gravemente feridos foram enviados para um hospital geral.

No Teatro Europeu, os hospitais de campo ficaram mais próximo do front e os hospitais de evacuação mais atrás. Os hospitais gerais e de convalescença foram montados longe do front para manter os pacientes protegidos do perigo, mas, estando os pacientes relativamente próximos do front, tornava-se mais fácil dos soldados voltarem ao combate. Já os hospitais fixos, por sua vez, mudavam com menos frequência e tinham instalações mais permanentes, sendo que, muitas vezes, eram usados os prédios hospitalares que resistiam nos países ocupados.
Na Inglaterra, os complexos hospitalares Nissen-hut eram frequentemente colocados em áreas de propriedade, e tinham pisos de concreto, vasos sanitários com descarga, água limpa e eram aquecidos por fogões a carvão. No Mediterrâneo e no Pacífico, as instalações eram mais primitivas, mas melhoraram com o tempo. Nestes teatros, a rede mosquiteira foi colocada sobre as camas para evitar a transmissão da malária.

O Hospital Cirúrgico Móvel do Exército foi tão bem sucedido que foi adotado em todas as frentes da guerra onde os americanos lutavam.
Veja o vídeo do 45th MASH deixando a Coréia em Agosto de 1945
Fonte: amedd.army
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Por Juliana Hembecker Hubert





