Mistérios Paranormais Bizarros da Primeira Guerra Mundial
31/10/2018 10:00
As Guerras podem ser fontes de mistérios e fenômenos que não são tão facilmente explicados. Se você perdeu o post sobre as histórias assombradas e mistérios da II Guerra, é só clicar aqui, tem bastante história interessante!
Muitas vezes ofuscados pelos registros históricos e notícias de batalhas, políticas, intrigas, esses casos não explicados conseguiram ficar à mercê do conhecimento das pessoas. Uma das mais intensas e terríveis guerras da história, a I Guerra Mundial, certamente tem seus mistérios, alguns fenômenos bizarros e contos.
Como se sabe, a I Guerra eclodiu no ano de 1914 e se espalhou rapidamente pela Europa. A carnificina que se seguiu durante os anos seguintes serviram para mudar o mapa do mundo, dissolvendo o Império Autro-Húngaro e o Otomano, deixando cerca de 16 milhões de mortos e muita destruição, onde muita coisa estranha se originou.

De longe, uma das ocorrências estranhas amplamente divulgadas, aconteceu durante a sangrenta Batalha de Mons, na Bélgica, em 1914, onde a Força Expedicionária Britânica encontrou o avanço do 1º Exército Alemão. A princípio, os ingleses conseguiram levar o inimigo a recuar um pouco, mas acabou sofrendo pesadas baixas. Em agosto de 1914, sofrendo um grande estrago sob o ataque devastador dos persistentes e avassaladores alemães e prejudicados pela retirada de seus aliados franceses, os britânicos decidiram recurar. Foi então que alguns relatos misteriosos que coisas estranhas teriam acontecido.
Enquanto os britânicos recuavam sob o fogo inimigo, os soldados afirmavam que várias aparições misteriosas começaram a aparecer para eles no campo de batalha. As entidades eram descritas como anjos, arqueiros ou até mesmo o próprio São Jorge ou São Miguel, segurando uma grande espada brilhante. Teve um caso que foi relatado o aparecimento de Joana D'arc, a fim de realizar uma retirada segura.

Uma unidade britânica que recuava afirmava que eles haviam se juntado a um exército espectral de arqueiros, descritos como se tivessem chegado da época de Agincourt, 500 anos antes e que atacavam com uma chuva de flechas sombrias sobre os alemães. Alegaram também que os prisioneiros alemães corroboraram com essa história, afirmando que haviam sido confrontados por guerreiros de aparência antiga, empunhando arcos e vestindo armaduras.

Centenas de alemães mortos foram encontrados espalhados no campo de batalha sem ferimentos físicos visíveis, levando a suspeitas de que algum tipo de gás venenoso tivesse sido usado.
Há outro relato sobre entidades aladas gigantes que floresceram da fumaça pra espantar os alemães enquanto os britânicos fugiam para segurança. Um relato foi enviado a uma enfermeira por um cabo ferido que alegou:
"Quite plainly in mid-air a strange light which seemed to be quite distinctly outlined and was not a reflection of the moon nor were there any clouds. The light became brighter and I could see quite distinctly three shapes, one in the center having what looked like outspread wings. The other two were not so large, but were quite plainly distinct from the center one. They were above the German line facing us. We stood watching them for about three-quarters of an hour. All the men with me saw them. I have a record of fifteen years’ good service, and I should be very sorry to make fool of myself by telling a story merely to please anyone".
Tradução:
"Muito claramente no ar uma luz estranha que parecia estar bem distintamente delineada e não era um reflexo da lua, nem havia nuvens. A luz ficou mais brilhante e eu pude ver claramente três formas. Uma no centro tendo o que pareciam asas abertas. Os outros dois não erma tão grandes, mas eram claramente distintos no centro. Eles estavam acima da linha alemã voltada para nós. Ficamos observando-os por cerca de três quartos de hora. Todos os homens comigo o viram. Tenho um registro de quinze anos de bom serviço, e lamento muito me fazer de idiota contando uma história meramente para agradar alguém".

Em outros relatos, soldados perdidos disseram que anjos brilhantes, tanto homens quanto mulheres, e vestidos de branco apareceram para guiar o caminho, e em outros ainda se falava de estranhas nuvens amorfas de luz bruxuleante que se espalhavam para bloquear a retirara do inimigo, assustar os cavalos para que eles fugissem com medo. Na maioria dos casos, os serem banhados em luz saíam e afugentavam os inimigos alemães de alguma forma. Muitos alemães capturados, posteriormente concordaram que algo estranho estava acontecendo, relatando ter visto as próprias entidades perambulando e alegando que não poderiam ser baleados ou mortos com suas armas.
Relatos desses espectros eram tão comuns na época que se tornaram uma sensação de mídia mundial e foram vistos por muitos como sinal de Deus, uma força celestial enviada para salvá-los da escuridão da derrota. De fato, os britânicos perderam muito menos homens, o que era visto como evidência de que tudo era verdade.
Em pouco tempo, os relatos dos "Anjos de Mons" estavam sendo muito usados pela mídia aliada para ilustrar que a deles era uma causa justa tolerada pelo próprio Deus em face dos alemães perversos e sua cabala sinistra.
É claro que tem havido muito debate sobre a veracidade desses fatos. Também foi apontado que tudo isso poderia ter sido atribuído à alucinações em massa e histeria alimentada pela morte evidente, cansaço, medo que tumultuavam durante os combates, reforçados pela superstição religiosa e pela forte e desesperada esperança de voltar para casa.

Para complicar ainda mais, o fato de que os relatórios tenham circulado amplamente na época, a maioria deles não pode ser rastreada até nenhuma fonte concreta e, as tentativas de encontrar qualquer testemunha foram um fracasso. Com os militares dizendo que suas identidades estavam protegidas e levando muitos a suspeitar da história dos "Anjos de Mons" poderia ter sido planejada e executada como uma propaganda para aumentar a moral da tropa, acabou se transformando em mito.

Outra história fantasmagórica pode ser encontrada no livro de James Wentworth Day de 1954 "Here are Ghosts and Witches". No relato, Day descreve uma experiência muito peculiar ocorrida em novembro de 1918 em Baileul, Flandres. Ele alega que ele, juntamente com o cabo Jock Barr, testemunharam soldados franceses e alemães espectrais no topo de uma colina que pareciam estavam reencenando uma batalha da cavalaria da I Guerra Mundial de 1914. Durante toda a batalha, não houve barulho e um parecia não prejudicar o outro.Quando foram questionar os moradores locais, eles afirmaram que por volta dessa época do ano, as forças espectrais sempre saíam, lutavam e depois desapareciam.
Relatos de fantasmas ou aparições de algum tipo sempre acabam aparecendo nos campos de batalhas nas horas mais sombrias. Em um relato do campo de batalha de Mons, dois soldados britânicos que estavam gravemente feridos, alegaram que, como estavam desamparados e seriamente feridos, viram a forma fantasmagórica de uma velha vestida com um chapéu e uma saia azul brilhante espreitando e parecendo vagar direito para a linha de frente. A princípio eles pensaram estar enlouquecendo, até que um terceiro soldado, de forma ágil, afirmou que era sua mãe morta que estava vindo procurá-lo. Assim que este soldado fez essa revelação, foi atingido por estilhaços.
Outro relato impresso no "Liverpool Echo", foi um avistamento feito por uma companhia inteira que juravam que seu oficial comandante havia aparecido para eles no campo de batalha. O oficial em questão havia sofrido graves ferimentos causados por uma explosão de granada em uma batalha anterior, incluindo dois braços perdidos, dos quais ele morreria a caminho do hospital. Assustado, um oficial correu freneticamente por uma trincheira até a sede da companhia, onde perguntou se mais alguém havia visto o homem morto. Um dos homens respondeu:
"See whom? Do you mean the Colonel? Yes, we saw him, standing still, looking down the trenches just here; we looked at him for fully a minute, and suddenly HE WAS NOT THERE. Can’t make it out at all. All of the men saw him too, and I don’t know if you noticed it or not but he had BOTH his arms".
Tradução:
"Ver quem? Você quer dizer o coronel? Sim, nós o vimos, parados, olhando as trincheiras bem aqui. Olhamos para ele por um minuto e, de repente, ELE NÃO ESTAVA LÁ. Não dá para entender. Todos os homens o viram também, e eu não sei se você notou ou não, mas ele tinha ambos os braços".
Outro relato vem de uma carta de um soldado enviada para sua casa, na qual ele descreve que sua vida foi salva pelo fantasma de sua mãe. O soldado alegou que, no calor da batalha, sua mãe apareceu e insistiu para que a seguisse. Enquanto o soldado cambaleava em sua direção, sem saber o que fazer, um projétil bateu perto de onde estivera antes de sua visão.

Em outra ocasião, um soldado relatou ter sido salvo pelo espectro de seu irmão. Em abril de 1917, um soldado do 42º Batalhão da Guarda Negra Canadense, o cabo Will Bird, dormia profundamente no chão de terra de um abrido em Vimy Ridge, no Nord-Pas-de-Calais, na França. A área era o local da Batalha, tratada entre as forças canadenses e alemãs. Bird acordou com um par de mãos gentilmente o sacudindo, o que ele pensou inicialmente ser um de seus companheiros de esquadrão, mas quando abriu seus olhos, viu o rosto de seu irmão falecido, Steve, que faleceu enquanto servia anos antes.
Seu irmão o chamou para segui-lo, o que ele fez. O seu irmão o guiou sobre a paisagem queimada e bombardeada da terra de ninguém, até chegaram a uma casa destruída na margem de um terreno baldio. Neste ponto, o irmão falecido olhou para Will e desapareceu no ar. Assustado e exausto, Will não teve como percorrer todo o caminho de volta ao abrigo e, acabou dormindo nas ruínas. Quando acordou, Will voltou para o abrigo, mas quando chegou, encontrou o abrigo bombardeado e partes dos corpos de seus companheiros estavam espalhados. Ninguém havia sobrevivido, com exceção de Will. Ele, mais tarde, escreveu um livro sobre a sua experiência: "Ghosts Have Warm Hands".

Um historiador e pesquisador militar, Tim Cook, compilou muitos desses casos assustadores e sobrenaturais durante a Guerra no Journal of Military History. De acordo com Cook, esses casos não eram tão incomuns entre os soldados em uma jornada sangrenta e longe de casa. Ele achava que essas histórias nasceram do medo e da incerteza, misturadas com a morte que rondava.
O poeta Robert Graves de vários relatos fantasmagóricos. Um desses ocorreu em junho de 1915, quando jantou com seus companheiros de tropa em Béthune, no norte da França. Enquanto comiam, Graves disse que viu um velho companheiro seu, um Challoner do Royal Welch, parado na janela fumando um cigarro, o que era estranho, já que Challoner estava morto na época. Chocado, Graves correu para fora, mas não viu ninguém, apenas uma ponta de cigarro ainda queimando no chão.

Graves teria tido outro contato com o paranormal quando estava de folga no País de Gales. Ele estava hospedado com uma mulher que havia perdido seu filho em batalha. Graves ficou no quarto do filho, que estava exatamente do jeito que o soldado morto havia deixado antes de partir. Graves disse que se arrependeu de ter aceitado o convite em dormir no quarto do soldado, pois ficou constantemente acordado à noite por estrondos, pancadas e batidas inexplicáveis no chão e nas paredes. No dia seguinte, Graves decidiu que já estava farto e disse que este lugar era pior que a França.
Se esses relatos são reais, isso mostra que alguns dos mortos permaneçam perto dos locais de suas mortes violentas e outros relatos parecem sugerir que há outras forças misteriosas e até mesmo malignas que podem permanecer.

Um relato interessante vem do escritor paranormal Dennis Wheatley, que também serviu na Frente Ocidental durante a I Guerra. Em seu livro de 1973, "The Devil and All His Works", ele descreve uma experiência estranha e assustadora que ele teve. Quando ele e sua unidade se abrigaram nas ruínas abandonadas de uma mansão bombardeada após os combates de Cambrai, com o edifício com aspecto macabro, com uniformes de alemães ensanguentados espalhados, aparentemente descartados pelas tropas. Certa noite, Wheatley afirma que estava trabalhando depois de escurecer, quando foi tomado por um profundo e inexplicável temor que o forçou a se retirar do quarto e, ele mais tarde proclamaria que fora um demônio a que ele se referia como um elemental, que ele acreditava ter sido atraído pelo conflito, morte e violência do local.
Além de anjos, demônios e rostos familiares, alguns fenômenos realmente estranhos ocorreram na I Guerra, sendo dificilmente de classificar. Um desses relatos é o desaparecimento de um regimento em Gallipoli, na Turquia em 1915. O 5º Regimento Britânico de Norfolk marchou para a campanha de Dardanelos. Compostos por soldados empregados pela propriedade do rei Eduardo VII e liderados pelo agente de terras Franl Beck, o regimento começou a marchar para a batalha e desapareceu sem deixar vestígios. Alguns veteranos afirmam que entre seis e oito nuvens em forma de pão desabaram sobre os soldados durante a batalha, que pairou sobre as tropas antes de produzir uma névoa na qual o batalhão marchou e nunca emergiu, com estranhos objetos subindo para o céu, para aparentemente levar todo o contingente de mais de cem homens com eles. As autoridades turcas, posteriormente afirmaram que não tinham nada a ver com desaparecimento.

Embora não seja claro o que aconteceu com o batalhão desaparecido, histórias de OVNIS na I Guerra não eram tão incomuns. No livro OVNIS da I Guerra Mundial, de Nigel Watson, há um relato curioso que parece mostrar que os pilotos não eram os únicos que o famoso Barão Vermelho caçava. A história conta que, enquanto ele sobrevoava as trincheiras belgas na primavera de 1917, ele avistou um objeto não identificado que foi descrito como "um disco prateado de cabeça para baixo com luzes laranja", pairando em céu azul claro. Depois de um momento de espanto, o Barão Vermelho abriu fogo, e Waitzrick, que acompanhava o Barão, descreveu o seguinte:
"We were terrified because we’d never seen anything like it before. The Baron immediately opened fire and the thing went down like a rock, shearing off tree limbs as it crashed into the woods".
Tradução:
"Ficarmos aterrorizados porque nunca vimos nada parecido antes. O Barão imediatamente abriu fogo e a coisa caiu como rocha, cortando galhos de árvores quando caiu na mata".
Fica ainda mais estranho. Enquanto passavam pelos destroços, duas figuras humanóides saíram do veículo destruído e correram para as árvores, sendo que não foram mais vistas. Waitzrick guardou essa história por 80 anos.
Outros OVNIS encontrados durante a Guerra são os chamados "Flaming Onions", que eram tipicamente descritas como bolas verdes brilhantes que giravam e muitas vezes perseguiam aeronaves, ultrapassando e superando facilmente as aeronaves, mas sem atacar. Esse fenômeno foi visto por ambos os lados durante a guerra. Esses casos permanecem um mistério inexplicável e curioso da guerra.

Espreitando no nevoeiro da guerra, muitas vezes é difícil diferenciar o fato e a ficção, e as linhas onde a realidade começa e a fantasia podem ficam confusas. Esses relatos se tornaram perdidos no tempo e obscurecidos pela história. É bem possível que nunca saibamos até que ponto a fantasia se mistura com a realidade.
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