Os isqueiros Zippo na Guerra
26/07/2019 10:00
A Zippo fabrica isqueiros, que em tempos de paz são niquelados e brilhantes, mas em tempos de guerras são pretos, com um acabamento áspero.

Durante a Segunda Guerra Mundial, fumar era um hábito generalizado. Mesmo antes da guerra, era visto como um sinal de maturidade ou idade adulta entre os jovens. Para milhões de homens e mulheres jovens entrando no serviço militar e com futuros incertos durante os anos de guerra, o impulso enfático de viver a vida ao máximo no momento era uma experiência mais poderosa do que a maioria de nós pode imaginar hoje. A geração da Segunda Guerra Mundial teve que enfrentar a realidade de que o amanhã não estava garantido para eles, enquanto a guerra continuasse.
Os cigarros representavam um bem positivo para eles, embora, por um breve período, a nicotina aliviasse o estresse físico e mental no momento.
O lema da Zippo “funciona ou solucionamos”, é uma promessa que a empresa Bradford, na Pensilvânia, ainda mantém até hoje. Fundada em 1932 por George G. Blaisdell, a Zippo Manufacturing Company começou com a ideia de criar um produto de qualidade que funcionasse todas as vezes.

Em 1941, o país estava em guerra e um isqueiro confiável tornou-se uma ferramenta essencial para os soldados e, dessa forma, a produção da Zippo expandiu para atender à crescente demanda. Toda a produção se tornou dedicada aos militares dos EUA, sem vendas para os civis até depois da guerra. A Segunda Guerra Mundial não apenas transformou a empresa em um negócio viável, mas também consolidou sua reputação como uma marca confiável em todo o mundo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os isqueiros foram feitos de aço e depois revestidos com uma tinta preta, que era denominado como Black Crackle Zippo. Devido à escassez de materiais durante a guerra, a Zippo precisou usar o aço metálico mais poroso em vez de latão, e o isqueiro não poderia ser acabado com cromo ou níquel.

Esse material preto que os Zippos eram pintados trouxe um benefício, a tinta preta não refletiria a luz, evitando assim a atenção dos atiradores inimigos. Porém, a tinta se tornava quebradiça, dando ao Zippo uma aparência robusta. Mas, a tradição em decorar isqueiros com moedas e gravuras, algo como a "arte das trincheiras" teve sua colaboração na Guerra. Veja alguns modelos:





Além do mais, o Zippo seria protagonista de várias histórias, como ajudar a fazer sopa nos capacetes, o isqueiro que foi atingido por um projétil, evitando a possível morte de um soldado e o que serviu para iluminar o painel de controle de um avião danificado, graças ao qual ele poderia pousar.

Após a Segunda Guerra Mundial, o isqueiro Zippo tornou-se cada vez mais utilizado em publicidade por empresas grandes e pequenas nos anos 60.

Fonte: zippo.com
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Por Juliana Hembecker Hubert





