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15 de Agosto de 1940: O "Greatest Day" da Batalha Aérea pela Inglaterra

16/06/2026 10:00

 

Em meados de agosto de 1940, a Luftwaffe intensificava seus esforços para neutralizar o Comando de Caças da RAF, visando criar condições para uma invasão terrestre à Grã-Bretanha através da Operação Leão Marinho. O dia 15 de agosto, conhecido como o "Greatest Day" ou "Quinta-Feira Negra" na Alemanha, representou o maior empenho aéreo alemão até então, com cerca de 2.000 surtidas lançadas de bases na França e Noruega contra alvos no sul e norte da Inglaterra. Hermann Göring, confiante, ordenara um "máximo esforço" às suas esquadras, declarando em comunicações internas que o fim da resistência aérea britânica estava próximo.​

A ofensiva começou cedo, com ondas massivas de bombardeiros Heinkel He 111 e Junkers Ju 88, escoltados por caças Messerschmitt Bf 109 e Bf 110, divididas em três setores principais: o Fliegerkorps V atacando o nordeste inglês de Stavanger, na Noruega; raids contra aeródromos em Croydon e Hornchurch, no sudeste; e ataques a fábricas e bases no sudoeste. Apesar do número impressionante de missões – estimadas em 2.119 por algumas análises –, a coordenação falhou em vários pontos, com formações sobrecarregadas e alcance limitado dos caças alemães. A RAF, guiada por radares Chain Home e controle centralizado, respondeu com 974 surtidas defensivas, interceptando eficientemente os invasores em combates ferozes sobre o Canal e o interior.​

Os resultados foram desastrosos para a Luftwaffe: perdas confirmadas de 75 aeronaves, incluindo 40 Bf 109 abatidos, com muitos pilotos experientes mortos ou capturados, enquanto a RAF registrou 34 aviões destruídos, muitos recuperáveis. Bases como Driffield sofreram danos, mas reparos rápidos mantiveram as operações; no norte, ataques noruegueses foram repelidos com poucas baixas britânicas. Winston Churchill, acompanhando os relatórios, elogiaria mais tarde a tenacidade dos defensores em seu discurso ao Parlamento em 20 de agosto.​

Esse dia de intensos confrontos aéreos marcou um ponto de inflexão, expondo as fragilidades alemãs em produção de pilotos e aeronaves, e reforçando a superioridade tática britânica em defesa doméstica. Com custos insustentáveis, a Luftwaffe recuaria de ataques tão ambiciosos, pavimentando o caminho para o fracasso na conquista da supremacia aérea e adiamento da invasão.