2 de Setembro de 1940: Raids Intensos contra Aeródromos do Sudoeste Inglês
25/06/2026 10:00
No início de setembro de 1940, com o Fighter Command britânico no limite após o pico de perdas em 31 de agosto, a Luftwaffe executava raids intensos contra aeródromos cruciais no sudeste da Inglaterra, buscando o colapso final antes da lua nova para a Operação Leão Marinho. O dia 2 marcou ataques pesados a bases como Biggin Hill e Kenley, com cerca de 300 aeronaves alemãs envolvidas em ondas coordenadas, resultando em 39 caças RAF perdidos em combates e no solo. Hermann Göring, pressionando por decisão, ordenara "ataques totais aos ninhos de vespas ingleses", na esperança de neutralizar o sistema de defesa aéreo.
Os bombardeios iniciaram-se pela manhã contra Biggin Hill, em Kent – coração do Setor 11 –, onde bombardeiros Heinkel He 111 causaram danos graves: centro de controle destruído, pista inutilizada temporariamente e vários Spitfires incendiados. Kenley, em Surrey, sofreu ataques semelhantes com hangares atingidos e perdas de Hurricanes, enquanto raids secundários visaram Eastchurch e Rochford. A RAF respondeu com interceptações guiadas por radar, abatendo cerca de 35 alemães, mas o custo foi alto: 39 aeronaves perdidas, muitos pilotos mortos ou feridos, em um dia de combates prolongados sobre o Canal da Mancha.
Apesar dos danos, reparos noturnos permitiram que Biggin Hill e Kenley reabrissem parcialmente ao entardecer, exemplificando a superioridade logística britânica. Winston Churchill, monitorando do Bunker em Whitehall, anotou em memorando: "A coragem dos poucos segura o império", antecipando seu discurso icônico. Esse episódio acelerou a frustração alemã, pavimentando a mudança para bombardeios em Londres e o declínio da ofensiva diurna.





