26 de Agosto de 1940: Ataques Múltiplos contra Aeródromos Britânicos
22/06/2026 10:00
Após as retaliações mútuas entre Berlim e Londres nos dias anteriores, a Luftwaffe retomava em 26 de agosto de 1940 sua campanha sistemática contra a infraestrutura da RAF no sudeste da Inglaterra, parte crucial da Batalha da Grã-Bretanha para preparar a Operação Leão Marinho. Cerca de 10 aeródromos foram alvo de raids coordenados, com foco em bases avançadas como Croydon e Detling, visando interromper o ciclo de interceptações britânicas guiadas pelo radar Chain Home. Hermann Göring, em ordens do dia, exigira "ataques implacáveis para quebrar a espinha dorsal da caça inimiga", intensificando a pressão após o fracasso de ofensivas anteriores.
Os ataques iniciaram-se pela manhã com formações de bombardeiros Junkers Ju 88 e Dornier Do 17, escoltados por Messerschmitt Bf 109, divididos em ondas contra múltiplos alvos: Croydon, em Surrey, sofreu danos graves com hangares incendiados e cinco Hurricanes destruídos no solo, enquanto Detling, em Kent, teve sua pista crivada de crateras e centros de controle parcialmente arrasados. Outras bases como Biggin Hill, Kenley e Manston enfrentaram bombardeios menores, mas equipes de solo britânicas, sob fogo contínuo, repararam danos em horas, mantendo 80% das operações aéreas ativas. A RAF respondeu com cerca de 500 surtidas defensivas, abatendo pelo menos 20 aeronaves alemãs em combates aéreos sobre o Canal.
Apesar dos impactos materiais, nenhuma base ficou inoperante por longo período, destacando a logística superior britânica. Winston Churchill, em reunião do Gabinete de Guerra, notou: "A determinação no solo sustenta nossos caças nos céus", referindo-se à resiliência que frustrava os planos alemães. Esse dia de ataques dispersos sinalizou o esgotamento da estratégia da Luftwaffe, acelerando a transição para bombardeios urbanos e o início pleno da Blitz.





