28 de Outubro de 1940: A Invasão Italiana da Grécia – De Albánia ao Fracasso nos Montes Pindo
21/07/2026 10:00
Em 28 de outubro de 1940, Benito Mussolini lançou a ofensiva italiana contra a Grécia a partir da Albânia ocupada, buscando uma vitória rápida para rivalizar com as conquistas alemãs na Europa Ocidental. O ataque inicial através dos montes Pindo foi repelido pelas forças gregas, marcando o início de uma campanha desastrosa que expôs as fraquezas italianas na guerra.
Antecedentes da Decisão Italiana
Após a vitória na Etiópia em 1936 e a entrada na guerra em junho de 1940, Mussolini via a Grécia como presa fácil para expandir o império no Mediterrâneo. Em 15 de outubro, ele ordenou ao general Sebastiano Visconti Prasca preparar a invasão pela Albânia, anexada em 1939, com 140 mil homens do Exército Italiano contra 30 mil gregos mal equipados. O ditador italiano declarou a seu comando: "Quero o café da manhã em Atenas no dia 1º de novembro", subestimando o terreno montanhoso e o inverno iminente.
O Início da Ofensiva e a Primeira Batalha
Na madrugada de 28 de outubro, tropas italianas cruzaram a fronteira grega em quatro pontos principais: Metsovo, Pindus, Macedonia Ocidental e Epiro. O foco principal recaiu sobre o setor central dos montes Pindo, onde a divisões Julia e Messina avançaram contra o 8º Exército Grego do general Markos Drakos. Surpreendentemente, os gregos contra-atacaram com manobras rápidas, cortando suprimentos italianos em neve precoce e forçando a retirada italiana após dias de combates ferozes. Em 3 de novembro, as posições nos Pindo foram retomadas pelos gregos.
Contra-ataque Grego e Crise Italiana
Mussolini substituiu Visconti Prasca pelo general Ugo Cavallero, mas as forças gregas, sob o comando do general Alexandros Papagos, lançaram uma ofensiva geral em 14 de novembro, expulsando os italianos da Albânia até dezembro. O primeiro-ministro grego Ioannis Metaxas rejeitou o ultimato italiano em 28 de outubro com um simples "Óchi" (Não), galvanizando a resistência nacional. Winston Churchill elogiou: "Os gregos não lutam com armas, mas com alma".
Consequências e Legado da Campanha
A derrota italiana paralisou o flanco sul dos Bálcãs, exigindo intervenção alemã na Grécia em abril de 1941. A campanha custou aos italianos 90 mil baixas até maio de 1941, minando a confiança de Mussolini e acelerando a entrada alemã nos Bálcãs. Esse revés destacou as limitações da máquina de guerra italiana, pavimentando o caminho para derrotas subsequentes no Norte da África e além.





