5 de março de 1940: Após 105 dias de Guerra de Inverno, Finlândia pede armistício à URSS
01/04/2026 10:00
Em Helsinque, exausta por 105 dias de combates e sob risco de colapso da Linha Mannerheim após os ataques soviéticos a Viipuri, a liderança finlandesa comunicou a Moscou que aceitava, em princípio, os duros termos de paz propostos por Vyacheslav Molotov, pedindo armistício e o início imediato de negociações formais. No mesmo dia, o governo informou às potências ocidentais que não podia mais esperar por uma intervenção anglo-francesa via Noruega e Suécia, recomendada por Mannerheim, e que buscaria encerrar a guerra “antes que o exército fosse destruído”.
Caminho até o pedido de paz
Desde meados de fevereiro, com perdas superiores a 100 mil baixas soviéticas e o rompimento em Summa e no istmo da Carélia, Stalin enviara nova proposta de paz elevando as exigências territoriais incluindo a região de Viipuri, a costa norte do Lago Ladoga e o pequeno acesso finlandês ao Ártico. Em 28 de fevereiro, Molotov transformou a proposta em ultimato com prazo de 48 horas, o que levou o presidente Kyösti Kallio, o primeiro-ministro Risto Ryti e o marechal Carl Gustaf Emil Mannerheim a concluírem que continuar lutando significaria risco de aniquilação total e possível ocupação soviética.
Emissários a Moscou e condições
Após o sinal de concordância dado em 5 de março, uma delegação chefiada por Risto Ryti viajou a Moscou em 6 de março para negociar os termos finais, enquanto o front em Viipuri se aproximava do colapso sob nova ofensiva soviética. O processo culminou no Tratado de Moscou, assinado em 12 de março de 1940, que encerrou oficialmente a Guerra de Inverno com cessão de cerca de 9% do território finlandês incluindo quase toda a Carélia finlandesa mas preservou a independência do país e inaugurou o período conhecido como “Paz Interina”.





