7 de Outubro de 1940: Criação do Gueto de Varsóvia  

7 de Outubro de 1940: Criação do Gueto de Varsóvia  

27/07/2026 10:00

 

No dia 7 de outubro de 1940, as autoridades de ocupação alemãs em Varsóvia anunciaram oficialmente a criação do maior gueto da Europa ocupada, confinando cerca de 400 mil judeus poloneses em uma área superpovoada de 3,4 km² no coração da capital. Essa medida marcou o início sistemático de segregação forçada, iniciando uma fase sombria de isolamento e sofrimento em massa durante a ocupação.

Contexto da Ocupação Polonesa Após 1939

Após a invasão da Polônia em setembro de 1939 e a divisão do território entre Alemanha e URSS, Varsóvia caiu em 28 de setembro sob controle direto do Governo Geral, liderado por Hans Frank. Inicialmente, restrições locais isolavam comunidades judaicas, mas a pressão populacional e ordens de Berlim exigiam uma solução centralizada. O chefe do gueto, Adam Czerniaków, foi nomeado para o Judenrat (conselho judaico), responsável por implementar ordens sob ameaça de represálias.

Cronologia da Formação e Vedação do Gueto

O decreto de 2 de outubro ordenou a concentração de todos os judeus da cidade no bairro norte de Varsóvia, delimitado por muros de 3 metros de altura com arame farpado. Entre 1º e 31 de outubro, cerca de 113 mil não judeus foram expulsos da área, enquanto judeus de outros distritos foram realocados à força, culminando na vedação oficial em 16 de novembro. A superlotação atingiu 28% da população judaica polonesa em condições precárias, com racionamento de 184 calorias diárias por pessoa.

Reações Locais e Ordens de Líderes

Czerniaków registrou em diário sua angústia, escrevendo: "Estamos condenados a morrer de fome", enquanto tentava organizar sopas e oficinas internas. Heinrich Himmler, supervisionando políticas raciais, aprovou o modelo como protótipo para outros guetos como Łódź e Cracóvia. A resistência inicial veio de grupos como a Żydowska Organizacja Bojowa, mas repressão brutal suprimiu protestos.

Consequências e Legado na Ocupação

O gueto tornou-se epicentro de fome, doenças e trabalhos forçados, com 83 mil mortes até julho de 1942 antes das deportações para campos de extermínio. Esse confinamento pavimentou a logística da Solução Final, culminando na Revolta do Gueto em 1943, e simbolizou o terror sistemático que custou 6 milhões de vidas judaicas até 1945.