A arte escondida das bombas

A arte escondida das bombas

11/05/2018 10:00

Em 1940, Winston Churchill determinou que a coleção da National Gallery deveria ser salva dos ataques alemães. Diante disso, obras foram escondidas em cavernas e adegas.

Mas, na National Gallery, havia um local seguro para as obras, uma vez que mantinha as pinturas seguras no subsolo, em uma antiga mina de ardósia, no norte do País de Gales.

 

Contudo, não são raras as notícias de achados dessas obras, anos depois. No ano de 2011, fiscais aduaneiros alemães descobriram em Munique, em um apartamento, 1500 obras de vários artistas, como Picasso, Chagall, Renoir, Nolde entre outros. Tal coleção estava escondida atrás de latas de macarrão, frutas e feijão já apodrecidas. A coleção tinha um valor estimado de quase um bilhão de euros.

Em Paris, em 1939, o Louvre foi esvaziado, sendo 3600 obras cuidadosamente embaladas e guardadas em casas seguras. A tão conhecida Monalisa foi transportada cinco vezes pela França, passando de castelo para abadia, da abadia para o castelo, mantendo a obra sempre um passo à frente dos nazistas.

No Reino Unido, o Museu Britânico enviou a Magna Carta, obras de Michelangelo, Rafael e Leonardo, da Vinci e inúmeros livros raros à Biblioteca Nacional, no País de Gales.

Mesmo com tamanho cuidado, isso não foi considerado suficiente, sendo que, durante a Guerra, foi escavado uma caverna com um sistema de aquecimento especial para o armazenamento das obras.

Como se sabe, Hitler tinha planos de transformar a cidade de Linz em um super museu contendo todas as maiores obras. Por isso, a ambição de desviar as obras de arte foi exagerada, enorme e sistemática e, muitas das obras furtadas foram encontradas em uma mina de sal, em Altaussee, na Áustria. Mais de 6500 telas foram armazenadas nesta mina de sal, incluindo grandes nome como Michelangelo, Rubens, Vermeer e Rembrandt.

 

Contudo, o fato de ainda existirem essas obras é inacreditável, uma vez que foram dadas ordens para explodir todo o lote no caso de rendição alemã. Porém, o plano acabou indo por água abaixo quando mineiros locais e um oficial nazista trocaram as bombas que, quando detonadas, apenas derrubaram alguns escombros para bloquear a entrada da mina.

Por isso, as obras permaneceram seguras até a chegada dos Monuments Men, um grupo de trabalho aliado que era encarregado de encontrar e salvar a arte na Europa.

 
No subsolo, além das obras de arte, ficou repleto de homens locais, contratados para ajudar. Eles até dormiam na mina e o trabalho todo durou quatro anos. Seis casas de alvenaria foram construídas para controlar a temperatura e umidade, além de um sistema ferroviário para movimentar as telas.
 

Ainda assim, apesar dessas grandes obras estarem armazenadas em uma mina de sal, foram conservadas em virtude do escuro e do frio.

Ademais, uma curiosidade acerca da transferência das 1800 telas para o País de Gales, inaugurou uma nova era de conservação das telas. Na década de 40, a National Gallery não tinha nenhum tipo de ar condicionado e, o ocorrido ajudou muito na pesquisa sobre a melhor forma de abrigar as coleções.

Após a Guerra, muitas reformas foram necessárias, em virtude dos danos causados pelas bombas no museu e, assim, o ar condicionado foi adicionado ao prédio e um novo departamento científico foi criado.

Fonte: BBC

Hey! Não vá embora ainda! Tem dica de filme!

Caçadores de Obras Primas, lançado em 2014, trata exatamente deste fato, quando um grupo de especialistas de diversos países se reúnem para reencontrar obras de artes roubadas pelos nazistas. Vale muito a pena ver.

 

Confira o Trailer:

 

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 Por Juliana Hembecker Hubert