A Entrada da Itália na Guerra: Declaração contra a França e o Fracasso nos Alpes
11/05/2026 10:00
Em 10 de junho de 1940, Benito Mussolini, líder italiano, anunciou a entrada de seu país no conflito europeu ao declarar guerra à França e à Grã-Bretanha, aproveitando o momento em que as forças francesas já cediam sob pressão alemã. Essa decisão marcou o início de uma ofensiva italiana nos Alpes franceses, que se revelou um avanço extremamente limitado e revelador das fraquezas militares da Itália. O episódio, conhecido como Batalha dos Alpes, durou até o armistício de 25 de junho e destacou a cronologia de uma ambição expansionista frustrada.
O Contexto da Crise Francesa
A França enfrentava uma ofensiva alemã avassaladora desde maio de 1940, com Paris caindo em 14 de junho, forçando o governo a buscar armistício. Mussolini observava de perto, declarando em seu discurso no Palazzo Venezia: "Nesta décima hora de junho de 1940, a mão que levava um punhal cravou-o nas costas de seu vizinho inesperado", referindo-se à oportunidade de atacar um adversário enfraquecido. Ele mobilizou cerca de 30 divisões ao longo da fronteira alpina, visando territórios como a Córsega e áreas fronteiriças, mas adiou o ataque inicial para coordenar com os avanços alemães.
A Declaração de Guerra e Início das Hostilidades
Na noite de 10 de junho, a Itália formalizou a declaração de guerra, efetiva após a meia-noite de 11 de junho, com ataques aéreos trocados imediatamente entre os lados. Mussolini, em seu pronunciamento inflamado transmitido pelo rádio, convocou o povo italiano a uma "hora das decisões irrevocáveis", prometendo glória imperial em um momento de "destino marcado". Os franceses, comandados por unidades alpinas bem fortificadas na extensão sul da Linha Maginot, preparavam-se para defender passes montanhosos como o Pequeno São Bernardo, enquanto a marinha francesa contra-atacava portos italianos como Gênova em 14 de junho.
O Avanço Pífio nos Alpes
As operações terrestres italianas iniciaram em 20 de junho, sob o comando do príncipe Umberto de Savoia, mas enfrentaram obstáculos imediatos: nevascas intensas paralisaram colunas no passo Pequeno Bernardo, e na Riviera, o progresso mal chegou a 8 quilômetros perto de Menton. Apesar da superioridade numérica, as tropas italianas, mal equipadas para o terreno alpino e sem mapas atualizados, foram detidas pelas defesas francesas, sofrendo perdas sem ganhos significativos. O general francês que defendia o setor relatou depois que os atacantes "se perderam por dias antes de alcançar objetivos", expondo a impreparação do Regio Esercito.
O Armistício e Legado da Campanha
Em 17 de junho, o marechal Philippe Pétain pediu armistício aos alemães, estendendo o pedido à Itália em 20 de junho sob pressão de Hitler. Os italianos, incapazes de avançar, aceitaram o Armistício Franco-Italiano em 24 de junho, vigente no dia seguinte, cedendo à França apenas pequenas zonas fronteiriças e a supervisão italiana em Turim. Essa breve campanha, de 10 a 25 de junho, custou à Itália reputação militar e prefigurou fracassos futuros, enquanto a França, mesmo derrotada, demonstrou resiliência alpina.





