A I Guerra Mundial em pinturas

A I Guerra Mundial em pinturas

26/11/2020 10:00

Durante a I Guerra Mundial, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos enviou artistas americanos para a Europa para retratar as batalhas que estavam sendo travadas. 

Armados com blocos de desenho, carvão, giz pastéis e pouco ou nenhum treinamento militar, os artistas incorporaram-se às Forças Expedicionárias Americanas e esboçaram de tudo, desde tanques a retratos de prisioneiros alemães. 

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Nunca antes da Primeira Guerra Mundial nenhum artista patrocinado pelo governo registrou uma guerra em andamento, embora os artistas de jornais e revistas tivessem começado a fazê-lo em meados do século XIX.

Os militares achavam que a arte poderia capturar a verdadeira essência da guerra. Então, eles chamaram oito artistas e os enviaram para a França: William James Aylward, Walter Jack Duncan, Harvey Thomas Dunn, George Matthews Harding, Wallace Morgan, Harry Everett Townsend, J. André Smith e Ernest Clifford Peixotto. 

Os artistas se tornaram capitães do Corpo de Engenheiros do Exército e tinham liberdade de ação, ou seja, eles poderiam ir a qualquer lugar.

Ao longo de 1918, antes do fim da guerra em novembro, os artistas produziram cerca de 700 obras, que vão desde esboços em carvão a composições completas em tinta ou aquarela. Na maioria dos desenhos e pinturas, eram retratados quatro tipos de cenas: a vida do soldado, combate, consequencias da guerra e a tecnologia.

As obras concluídas durante a Guerra eram enviadas para uma sede em Chaumont, na França, e de lá as pinturas eram enviadas para o Departamento de Guerra em Washington. O governo exibiu algumas das obras assim que chegavam, mas algumas foram retidas, dando aos artistas tempo para concluí-las em uma data posterior. 

Para muitas das obras de arte, essa data nunca chegou. Em 28 de janeiro de 1920, o Departamento de Guerra entregou a maior parte da coleção ao Smithsonian, que os exibiu pouco depois, antes de colocá-los em armazenamento por volta de 1929. 

As pinturas 

Quando a Grã-Bretanha lutou na Primeira Guerra Mundial, foi uma época de grandes mudanças nos movimentos artísticos. Com o desenvolvimento da fotografia, as obras realistas foram aos poucos deixadas de lado, dando espaço para o expressionismo.

Esse movimento, durante a Guerra, buscava apresentar ao mundo os horroes da Guerra, distorcendo as imagens. Esse movimento fez com que a pintura expressionista diretamente relacionada à luta surgisse em toda a Europa.

Na Grã-Bretanha, algumas das obras mais proeminentes relacionadas à guerra abandonaram os estilos realistas e se combinaram com a tendência do futurismo italiano e do cubismo para criar o vorticismo.

Um pioneiro do movimento de vorticismo, Percy Wyndham Lewis serviu na Artilharia Real até 1917 e depois como Artista Oficial de Guerra até o final da guerra. Seu estilo angular e semi-abstrato inspirou-se no cubismo e no futurismo e se prestou particularmente a representações impressionantes de máquinas em ação.

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A guerra industrial, as paisagens destruídas e os horrores do campo de batalha combinavam com os estilos modernistas, e a arte muitas vezes escapava do realismo anterior.

Embora o realismo tenha sido abandonado por alguns artistas, especialmente após a batalha de Somme, o artista Richard Caton Woodville evocava uma sensação de drama, emoção e exultação patriótica que continuou a ser usada na Primeira Guerra Mundial por artistas britânicos.

Fontes: americanhistory, historyhit, fineartamerica, smithsonianmag.

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Por Juliana Hembecker Hubert