A incrível história do último soldado da Segunda Guerra a ser repatriado

A incrível história do último soldado da Segunda Guerra a ser repatriado

25/03/2021 10:00

O último prisioneiro de guerra da Segunda Guerra Mundial foi encontrado em uma instituição mental russa no ano de 2000. Seu nome era András Toma e, durante a Guerra, ele era um soldado húngaro de 19 anos que lutou perto de Cracóvia, na Polônia, durante a Ofensiva Soviética do Vístula-Oder. Com o colapso da linha do Eixo, mais de 147.000 soldados tornaram-se prisioneiros.

Capturado pelas tropas soviéticas em janeiro de 1945, ele foi transferido para o campo de prisioneiros de guerra de Boksitogorsk, perto de São Petersburgo, onde passou a maior parte dos meses restantes da guerra como prisioneiro de guerra.

Posteriormente, devido a doença, ele foi transferido 1.000 km a leste, para o hospital militar de outro campo próximo à cidade de Bistrjag. 

Quando se recuperou da doença em 1947, foi encaminhado a um hospital psiquiátrico, localizado em Kotelnich. A pequena cidade portuária fluvial tornou-se o lar dos soldados pelos 53 anos seguintes.

Essa transferência final excluiu Toma dos livros de prisioneiros de guerra, pois a admissão a um sanatório significava que ele não era mais um prisioneiro de guerra. Em 1954, ele foi oficialmente declarado morto.

Durante esse tempo, o soldado húngaro estava calado em um hospital psiquiátrico soviético. Ele era considerado pelos pacientes e pela equipe como um excêntrico, um mudo ou uma pessoa que havia inventado sua própria língua, já que o húngaro era completamente desconhecido na cidade de Kotelnich.

No ambiente despreocupado e apressado da Segunda Guerra Mundial e do sistema prisional e hospitalar soviético, ninguém sabia o que o Sr. Toma estava dizendo e nem ele parecia ter a habilidade de aprender russo. 

Em 2000, um lingüista eslovaco, chamado pelas autoridades russas para ver se conseguia decifrar a língua de Toma, identificou-a como húngaro. Quando ele voltou para a Hungria no final daquele ano, muitas pessoas ficaram indignadas porque ninguém em cinquenta e cinco anos conseguiu se importar o suficiente para descobrir qual era a história de Toma, e que ninguém reconheceu a língua que ele estava falando.

Através dos resultados de uma análise de DNA, sua identidade foi confirmada e ele finalmente se reuniu com sua meia-irmã Anna e seu irmão Janos, que ainda viviam em uma fazenda perto de sua cidade natal, Nyiregyhaza, no leste da Hungria.

Após seu retorno à Hungria, as memórias do Sr. Andras voltaram à tona.Ele foi treinado como ferreiro e foi admitido no Exército Húngaro em 1944. Ele lutou apenas brevemente antes de ser feito prisioneiro.

Feito prisioneiro aos 19, ele foi libertado aos 74. Ele falava uma versão mais antiga do húngaro que às vezes era difícil de entender. Ele também tinha muito pouca consciência da passagem do tempo, tendo passado a maior parte do tempo isolado.

Em agradecimento por sua provação, o Ministério da Defesa húngaro o promoveu ao posto de sargento-mor e forneceu o salário do soldado por todos os anos em que esteve ausente, já que seu serviço tinha sido contínuo aos olhos da lei.

Ele passou os anos restantes de sua vida sendo cuidado por sua irmã Anna e faleceu de causas naturais em 2004. 

Fontes: warhistoryonline, BBC, theguardian, thevintagenews

Por Juliana Hembecker Hubert 

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