A Páscoa no Front
01/04/2018 10:00
*foto ilustrativa
Abril, dia de celebrar a Ressurreição de Cristo. A Páscoa é o segundo maior evento no país, depois do natal. Milhares de ovos e chocolates são distribuídos e é um dia para preparar um belo de almoço e reunir a família.
Mas, vocês já pararam para pensar como foi a Páscoa dos nossos Pracinhas no front?
Pois é, eles não tiveram as festividades de Páscoa. Em Abril de 1945, o foco estava totalmente em invadir e recuperar Montese, feito este que teve seu início em 14 de abril de 1945.
No dia 24 de abril de 1945 foi realizada uma missa em comemoração à Páscoa.

Logo ao término da Segunda Guerra, a Igreja concedeu aos militares a autorização para comemorarem a Páscoa em data diferente.
Foi levado em consideração que, para os militares que estão sempre em conflito ou treinamento, participarem da festividade no dia da Páscoa se torna inviável e difícil.
Mas a vontade de reafirmar os valores religiosos dos militares foram atendidos pela Igreja e coube ao Arcebispo Militar definir as datas que seriam comemorado a Páscoa, uma vez que cada região tem sua data designada de forma diferente.

Foi então instaurada a seguinte Portaria:
A portaria 14 – DGP de 2002 em seu artigo 13 trás as peculiaridades que devem ser respeitadas.
Art. 13. A Páscoa dos Militares deverá ser celebrada pelos militares, ponto alto da afirmação
de sua fé, obedecendo às seguintes orientações:
I - a data será marcada no período litúrgico pascal, ou o mais tardar até 12 de outubro;
II - para que cada segmento religioso possa expressar e vivenciar sua crença específica e sua
doutrina, as celebrações da Páscoa ocorrerão em dia e horário a serem regulados pelo comandante da GU ou OM;
III - o capelão militar fará uma preparação especial para os militares, com palestras e
confissões, juntamente com a equipe de trabalho da capelania;
IV - para os militares católicos serão utilizados os folhetos litúrgicos “Pastoreio Militar”,
próprio da Páscoa dos Militares; e
V – na missa da Páscoa aqueles militares que foram preparados deverão fazer a sua primeira
comunhão; outras datas festivas devem ser utilizadas para a recepção do batismo e do crisma.


Quando os nossos pracinhas retornaram ao Brasil, antes de se despedirem dos irmãos de farda, insistiram que tinham que celebrar a Páscoa e, assim foi realizada uma missa na Rua XV no Rio de Janeiro. Eles comemoravam a Ressurreição de Jesus, a vitória sobre os nazistas e vitória sobre a morte!!
Feliz Páscoa!!
Equipe Zheit.
Gostou? Compartilhe o post!!
Também temos um grupo de discussão sobre as Guerras no Facebook.Se você tem algum post, foto, vídeo, curiosidades sobre as Guerras, não deixe de compartilhar conosco!!

Por Murilo Hubert Schenfeld





