Arte na Guerra: Artes da Linha Maginot
24/06/2019 10:00
A linha Maginot era uma linha de fortificações construída pela França na década de 1930 para impedir a invasão da Alemanha. Com base na experiência da França com a guerra de trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, a enorme Linha Maginot foi construída no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Especialistas militares franceses enalteceram a Linha como uma obra de gênio que deteria a agressão alemã, porque retardaria uma força de invasão por tempo suficiente para que as forças francesas se mobilizassem e contra-atacassem.
A Linha Maginot era impermeável à maioria das formas de ataque, incluindo bombardeios aéreos. Também tinha uma via férrea subterrânea como reserva; e condições para as tropas guarnecidas, com áreas de alimentação.
Contudo, em vez de atacar diretamente, os alemães invadiram a França através dos Países Baixos, ignorando a Linha ao norte. Oficiais franceses e britânicos previram isso: quando a Alemanha invadiu a Holanda e a Bélgica, eles planejaram formar uma frente agressiva que atravessasse a Bélgica e se conectasse à Linha Maginot. No entanto, a linha francesa era fraca perto da floresta de Ardennes. O marechal Gamelin, ao elaborar o Plano Dyle, acreditava que esta região, com seu terreno acidentado, seria uma improvável rota de invasão das forças alemãs; se fosse percorrido, seria feito a um ritmo lento que permitiria à França elevar reservas e contra-atacar.

O Exército alemão, tendo reformulado seus planos a partir de uma repetição do plano da Primeira Guerra Mundial, tomou conhecimento e explorou esse ponto fraco na frente defensiva francesa. Um avanço rápido através da floresta e através do rio Meuse cercou grande parte das forças aliadas, resultando em uma força considerável sendo evacuada em Dunquerque, deixando as forças ao sul incapaz de montar uma resistência efetiva à invasão alemã da França.
Mas, o que poucos sabem é que, dentro dos bunkers, a arte ao longo de décadas foi preservada. Alguns dos soldados que estavam na Linha Maginot, eram artistas, e as paredes cinzas e sem graça dos bunkers se tornaram convidativas para receberem um pouco de arte.
Como nada acontecia na Linha, os soldados aproveitavam para pintar afrescos.





Atualmente, apenas uma fortificação da Linha Maginot está ativa, a Ouvrage Hochwald, enquanto que as outras não são acessíveis para o público. Algumas das obras feitas pelos soldados, como as duas pinturas do Mickey, fazem parte do Museu Bois de Bousse.


Você pode ver mais fotos no site do fotógrafo Ben Schreck. O site está em alemão e em inglês.
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Por Juliana Hembecker Hubert






