Batalha do Comboio CW9: Bombardeios He 111 e Interceptações da RAF em Kent

Batalha do Comboio CW9: Bombardeios He 111 e Interceptações da RAF em Kent

08/06/2026 10:00

 

De 30 de julho a 1º de agosto de 1940, o comboio CW9 (codinome Peewit) enfrentou ataques intensos da Luftwaffe ao largo de Kent, Inglaterra, com Heinkel He 111 bombardeando navios enquanto a RAF interceptava em combates aéreos ferozes. Os ataques, parte da Kanalkampf, causaram perdas pesadas ao comboio de carvão, com navios afundados e escoltas danificadas.

Início dos Ataques (30 de julho)

Em 30 de julho, o comboio CW9, saindo do Medway para o sudoeste, foi avistado por reconhecimento alemão enquanto dispersava perto de Swanage. Três batalhas aéreas sucessivas ocorreram: He 111 da Luftflotte 2, escoltados por Bf 109, lançaram bombas sobre os mercantes e destroyers britânicos. A RAF, com Hurricanes e Spitfires dos esquadrões 151 e 151 Wing, interceptou, abatendo vários bombardeiros mas sofrendo danos em retaliação.

Três navios foram afundados inicialmente, destacando a vulnerabilidade das rotas costeiras contra formações coordenadas alemãs.

Escalada em 31 de julho e 1º de agosto

Em 31 de julho, ondas adicionais de He 111 atacaram o comboio remanescente ao largo de Kent, com minas aéreas no Estuário do Tâmisa e costa leste. Spitfires do No. 65 Squadron e Hurricanes do No. 145 engajaram perto de Hastings, abatendo um Hs 126 e danificando um Ju 88, mas perdendo o Hurricane P3155 de Sub/Lt I.H. Kestin no Canal.

No dia 1º, He 111 bombardeavam Norwich e comboios costeirais, enquanto Blenheims da RAF contra-atacavam Cherbourg; o comboio CW9 sofreu mais perdas, com RAF reivindicando Ju 88 e He 111 abatidos perto de Yarmouth e Harwich. Noite trouxe minas em Firth of Clyde e bombas em Gales do Sul.

Consequências e Lições Estratégicas

O comboio perdeu vários navios, forçando dispersão e reavaliação de rotas; RAF perdeu 5 aviões em 3 dias, Luftwaffe 19. Göring ordenou intensificação via Directive 17 em 1º de agosto, visando superioridade aérea para Sea Lion.

Churchill elogiou as interceptações: "Pilotos da RAF enfrentam hordas inimigas com coragem inabalável". Os eventos aceleraram a pressão sobre Fighter Command, mas provaram resiliência britânica contra bombardeios diurnos prolongados.