Batalha do Passo de Vevi: Emboscada Alemã Contra os Aliados em 1941

Batalha do Passo de Vevi: Emboscada Alemã Contra os Aliados em 1941

07/10/2026 10:00

 

Nos dias 11 e 12 de abril de 1941, no vale de Vevi, próximo à fronteira noroeste da Grécia, forças aliadas compostas por australianos, britânicos, neozelandeses e gregos sofreram uma derrota estratégica na Batalha de Vevi, também conhecida como Batalha do Passo de Klidi. O avanço alemão, liderado pela divisão panzer 9ª e pela Leibstandarte SS Adolf Hitler (LSSAH), explorou o terreno estreito e nevado para romper as linhas aliadas durante a Operação Marita.​

Contexto da Invasão Grega

Após capturar Salônica em 9 de abril e forçar a rendição da Linha Metaxas em 10 de abril, o Corpo Panzer XL alemão, sob o general Georg Stumme, avançou pelo Vale de Monastir (Gap de Monastir), capturando Florina e expondo o flanco esquerdo da linha Vermion aliada. O general Henry Maitland Wilson formou a Força Mackay, sob o major-general australiano Iven Mackay, para bloquear o avanço alemão no Passo de Klidi, um desfiladeiro de 100-500 metros de largura ladeado por encostas rochosas de até 1.000 metros. A força visava ganhar tempo para a retirada grega das divisões 12ª e 20ª em direção à linha Aliakmon.​

Forças Envolvidas

Os aliados posicionaram a 19ª Brigada de Infantaria Australiana (2/4º e 2/8º Batalhões), o 9º Batalhão King's Royal Rifle Corps britânico, metralhadoras neozelandesas do 27º Batalhão e artilharia australiana e britânica no passo, totalizando cerca de 5.000 homens no setor Klidi. No flanco leste, em Kelli, o Regimento Dodecaneso grego (3 batalhões, 3.500 homens) e o I/88º Batalhão cobriam 16 km de frente, apoiados por 15 peças de artilharia. Os alemães alocaram a Vorausabteilung Apell da 9ª Panzer (infantaria motorizada, reconhecimento e artilharia) e a LSSAH de Josef "Sepp" Dietrich (Kampfgruppe Witt com infantaria, StuG III e Panzerjäger I), totalizando milhares com apoio de artilharia pesada.​

O Combate: 11 e 12 de Abril

Em 11 de abril, patrulhas alemães testaram as linhas gregas em Glava e Delinski Dol, repelidas após combates intensos, enquanto australianos do 2/8º Batalhão enfrentaram escaramuças noturnas no passo sob neve e frio rigoroso. Às 8h30 de 12 de abril, sem preparação de artilharia, a 1ª Companhia da LSSAH atacou a Colina 997 (segurada pela companhia do capitão Bill Robertson do 2/8º), capturando-a após luta corpo a corpo, com perdas australianas pesadas.​

A 7ª Companhia estendeu o ataque à Colina 917, enquanto os Rangers britânicos recuaram prematuramente às 11h, abrindo o passo e expondo canhões antitanque australianos. Às 15h40, Mackay ordenou retirada imediata do Regimento Dodecaneso, que destruiu sua artilharia e recuou às 16h30, mas sob fogo alemão intenso; no oeste, o I/88º grego resistiu até 18h30, quando foi sobrepujado. StuG alemães escalaram encostas impossíveis, selando a derrota; o 2/8º australiano, exposto em saliente, recuou em caos às 17h30, deixando armas leves para trás.​

Derrota e Retirada

Às 18h, alemães capturaram Klidi e o túnel ferroviário, prendendo 480 aliados; gregos do Dodecaneso foram salvos por tanques britânicos, mas o 88º perdeu seu comandante e 96 prisioneiros. Gregos relataram baixas alemães pesadas; totais aliados: 56 mortos (28 australianos), 480 prisioneiros; alemães: 37 mortos, 98 feridos. A LSSAH avançou para Sotir às 21h.​

Legado da Batalha

A derrota em Vevi custou ao 2/8º Batalhão sua coesão, mas ganhou dois dias para a reorganização aliada rumo à linha Olimpo-Aliakmon. Permitiu a retirada parcial das divisões gregas 12ª e 20ª, apesar de perdas; Fritz Witt da LSSAH ganhou a Cruz de Cavaleiro por ações no passo. O episódio acelerou o colapso no norte da Grécia, com Kozani tomada em 14 de abril.