Beelitz Heilstätten, o hospital das grandes Guerras
03/08/2018 10:00
Há muitos lugares abandonados pelo mundo, mas, quando se trata de hospital, várias histórias cercam o lugar, sejam elas sobrenaturais ou não. Não seria diferente com o hospital Beelitz Heilstätten.
Também conhecido como sanatório, o Beelitz foi construído em Berlim no ano de 1898 e, ao longo de sua história tratou pacientes de tuberculose e soldados feridos durante as duas Guerras Mundiais.

Entre os anos de 1898 e 1930, o hospital foi usado para tratamento de doenças pulmonares, abrigando, geralmente, pacientes com condições fatais, como a tuberculose. Pelo fato de, inicialmente, não existir antibióticos, os pacientes que estavam em tratamento, tinham cuidados especiais com higiene, terapias de luz e ar fresco.
O hospital abriga um complexo de cerca de 60 edifícios, incluindo uma usina de cogeração (usina que usa calor para gerar energia), erguida em 1898, uma pequena aldeia, um açougue, um posto de correios, um restaurante e uma padaria.

Mapa de Beelitz Heilstätten
Originalmente projetada como um sanatório pela corporação de seguro de saúde dos trabalhadores de Berlim, o complexo, desde a Primeira Guerra foi um hospital militar do Exército Imperial Alemão.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Beelitz serviu como um hospital de campo, tratando as primeiras vítimas de armas e do temido gás mostarda. Foi durante a Primeira Guerra Mundial que o hospital tratou um jovem soldado, Adolf Hilter, que havia sido ferido na perna durante a Batalha de Somme, na França, em outubro de 1916.

Hitler no Hospital - Ele é visto na fila de cima, o segundo da direita.
Os tratamentos e as experiências realizadas no hospital foram bem sucedidos que definiram o cenário para o hospital ser usado por mais uma vez como hospital militar, tratando os soldados feridos na Segunda Guerra Mundial.
Em 1945, o Beelitz foi ocupado pelas forças do Exército Vermelho e o complexo permaneceu como hospital militar soviético até 1990. Após a retirada soviética, foram feitas várias tentativas para privatizar o complexo, mas não foram bem sucedidas. Algumas seções do hospital permaneceram em funcionamento, como o centro de recuperação neurológica e o atendimento para as vítimas da doença de Parkinson. O restante do complexo foi abandonado em 1994.

Atualmente, o hospital está totalmente fechado, com exceção dos tours guiados. Com auxílio de uma plataforma sob a copa das árvores, é possível admirar toda a imensidão e as construções únicas do hospital. Para ter acesso ao local, é preciso pagar o valor de 9,50 euros.

O local também foi usado como cenário para os filmes "O pianista" e "Operação Valkiria".
Confira algumas fotos do hospital:















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Por Juliana Hembecker Hubert





