Consolidação Chinesa em Changsha: Retomada Completa e Queda do Avanço Japonês em 2 de Outubro de 1940

Consolidação Chinesa em Changsha: Retomada Completa e Queda do Avanço Japonês em 2 de Outubro de 1940

09/07/2026 10:00

 

Após a vitória estratégica inicial na Segunda Batalha de Changsha anunciada em 1º de outubro – primeira grande repelida chinesa contra o Japão –, forças nacionalistas sob Xue Yue completavam em 2 de outubro de 1940 a retomada total da cidade e arredores, forçando a rendição final das unidades japonesas remanescentes na província de Hunan. Exaustos por semanas de combates desde 15 de setembro, com 120 mil soldados nipônicos atolados em pântanos, sob chuvas torrenciais e emboscadas contínuas, os japoneses do 11º Exército sob Yasuji Okamura abandonavam posições avançadas, recuando em desordem pelo rio Xiang com perdas acumuladas superiores a 20 mil homens contra 14 mil chineses, consolidando o fracasso da ofensiva. Chiang Kai-shek, monitorando de Chongqing, ordenara a 9ª e 10ª Grupos de Exércitos a pressão implacável, aplicando táticas de atrito que exploravam o terreno montanhoso e suprimentos estendidos inimigos.

A fase final iniciou ao amanhecer de 2 de outubro, com contra-ataques coordenados recuperando os subúrbios ocidentais de Changsha e vilarejos estratégicos como Hsiangtan, enquanto artilharia chinesa e guerrilhas locais isolavam retaguardas japonesas, capturando depósitos de munição e forçando a queima de equipamentos para evitar perdas totais. Relatos de comandantes chineses descreviam prisioneiros nipônicos famintos entregando-se em massa, sinalizando o colapso logístico após tifo e fome agravarem as baixas em combate; Okamura, em despacho urgente a Tóquio, admitiu: "Nossas linhas se dissolveram na lama chinesa", justificando a retirada para linhas defensivas no norte. A cidade, preservada de destruição total graças a evacuações prévias, simbolizava agora a resiliência kuomintang.

Ao entardecer, com bandeiras nacionalistas hasteadas sobre Changsha intacta, a vitória plena elevava o prestígio de Xue Yue como "Tigre de Changsha" e abria a Burma Road para suprimentos aliados, frustrando planos japoneses de dominar o centro da China. Chiang Kai-shek proclamou em rádio: "A pátria reconquista seu solo sagrado; o agressor pagará caro", inspirando moral para conflitos futuros. Esse desfecho não só adiava ofensivas nipônicas no Pacífico, mas reforçava a coalizão sino-ocidental, em paralelo à resistência britânica na Europa recém-consolidada.