Entrevista - Companhia de Operações de Cães BOPE K9
20/05/2019 10:00
A Zheit, como todos sabem, sempre teve um foco na preservação das Histórias da Primeira e Segunda Guerra Mundial e o compromisso de sempre lembrar os Heróis da FEB, Senta a Pua e da Marinha. Só que nós temos mais heróis que usam farda, colocam em risco todos os dias, para que possamos manter uma vida com segurança. E, seguindo essa linha, a Zheit começa hoje a prestar nossas homagens para estes guerreiros, que poucos são lembrados.

Começamos conhecendo a Companhia de Operações de Cães do BOPE, o K9, e foi animal conhecer o trabalho deles.
Parte Histórica


Quase todos já sabem que durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, os cães foram usados nos conflitos, seja para rastrear, farejar, entregar e trasportar informações e como paramédico no trasporte de material médico em campo, além de serem usados para detonar tanques.
Mas poucos sabem que eles foram usados há muito mais tempo pelos Egípcios, Gregos, Persas.

Os romanos usavam os cães da raça Molossus da região de Molossia para a batalha. Já os gregos usavam os cachorros para patrulha. Frederico o Grande, Napoleão e até o Alexandre, o Grande utilizavam os cachorros no meio militar.

O início dos cães no Brasil pela Policia

No Brasil, o primeiro estado que se tem conhecimento de ter iniciado o trabalho com cães na polícia, foi o estado de São Paulo, depois Rio de Janeiro e em 9º lugar, o estado do Paraná. No ano de 1971, como o processo de adestramento era novo e a troca de informações na época não era como é hoje, foi necessário muito estudo para desenvolver o adestramento. Dois anos depois da criação do canil no Paraná, quem auxiliou no treinamento inicial foi o então ex- capitão alemão Benjamin Ullrich, ele tinha sido um dos capitães de Hitler sendo responsável pelo treinamento dos cães de guarda.
O adestramento com treinamento e com a qualidade de vida do animal é levado tão a sério pela instituição que foram criados certificações de cães como a The Kennel Club (Inglaterra), American Kennel Club (Estados Unidos), a sociedade Real Saint-Hubert da Belgica. Com a certificação dos cães, é possível demonstrar que o treinamento está sendo bem empenhando fisicamente e psicologicamente, estando assim os cães aptos a serem empregados em ocorrências reais. No Brasil, a certificação começou em 1922, quando surgiram o Brasil Kennel Club e a Confederação Brasileira de Cinofilia.
Os Cães na atividade
Hoje, os cães da policia são empregados em 3 divisões:

Cão de Rastreio: Hoje são usados os Bloodhound. Apesar de serem mais lentos, eles são excelentes em rastreio. As suas orelhas alongadas servem como um abanador que levanta as partículas de odores do chão.
Cães de duplo em prego (Faro e também podem trabalhar como RPC) Rádio Patrulha Canina

Já no emprego duplo, os Malinois são a bola da vez. Eles também tem o faro aguçado e trabalham no rastreio de armas, entorpecentes e explosivos

Cães para RPC : São os Molossoides (cães de Batalhas) que podem ser Rottweiller, Pastor alemão, Cane Corso, que são cães de caça e com foco, são fortes e conseguem imobilizar a vítima rapidamente.
Na foto, o velório do cão Skiper, que faleceu aos 2 anos de idade enquanto estava em treinamento. O Skiper faleceu em virtude de um provável câncer, e como a raça é forte e bastante musculosa ele não demostrava dor. Porém, quando seu instrutor observou que ele estava meio para baixo, encaminhou logo ao veterinário, mas acabou não resistindo.

No velório, o mais comovente foi que a parceira de trabalho/treinamento - a cadela Raika - sem receber ordem ou incentivo, foi direito ao amigo e colocou a pata sobre ele, demonstrando respeito e dor pela perda.
A Visita ao Canil

Logo que chegamos, fomos recepcionado pelo Cap. Zancan, que muito cordialmente conversou com a Zheit, nos contando sobre a história do canil. Também tivemos a honra de conhecer um dos fundadores do canil, o Sgt da reserva Maciel, que também, muito gentil, nos honrou com uma ótima conversa, nos intruido sobre o início do treinamento do canil.
Foi gravada uma entrevista com algumas perguntas que o Cap. nos respondeu. Você pode ouvir aqui ou pode ir direto no Podcast: estamos como Zheit.
É incrível ver como todos os policiais que conversamos são detentores de um vasto conhecimento sobre cachorros e suas condutas. Aprendemos muito e é notório também o carinho e respeito que eles tem pelos seus parceiros de trabalho.
Nós da Zheit, queremos agradecer pela atenção e ajuda que todos nos deram. Ao Andre Peixoto, ao Policial Sancho, que é um grande historiador da utilização dos cães Molossoides, ao Ten. Hoiser, que nos viabilizou a visita e ao Cap. Zancan, que nos guiou na visita e o qual o seu trabalho de pesquisa foi base para o desenvolvimento deste post.
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Por Murilo Hubert Schenfeld





