Fort Vaux - França
30/04/2018 10:00
Fort Vaux, um dos meus mapas favoritos no BF1. Posso dizer que praticamente conheço cada canto do mapa e já morri algumas vezes tentando ver o Easter Egg do zumbi.
Mas, muito além do jogo, apesar de ser baseado nos fatos reais, o Fort Vaux ainda resiste nos dias de hoje.
Imagem jogo BF1
Localizado em Vaux-Devant-Damloup, na França, o forte foi construído nos anos 1881-1884, após a Guerra Franco-Prussiana (1870 - 1871), a fim de garantir que a área pudesse ser defendida em ataques futuros. O forte foi construído para abrigar uma guarnição de 150 homens e foi o segundo forte a sucumbir na batalha de Verdun.

A Batalha de Verdun é considerada a maior e a mais longa da história, durando de 21 de fevereiro de 1916 a 19 de dezembro de 1916, causando mais de 700.000 baixas, sendo que, nunca houve uma batalha tão longa, em um espaço tão pequeno.
A defesa de Fort Vaux foi marcada pelo heroísmo e resistência dos franceses, que estavam sob o comando do major Sylvain-Eugene Raynl, repelindo os ataques alemães, incluindo lutas contra barricadas dentro dos corredores do forte.

No dia 1º de Junho de 1916, os alemães chegaram ao forte, sendo que, nos seis dias seguintes, a batalha ocorreu dentro do forte. No interior, a guarnição francesa, composta por 250 homens, lutou com heroísmo ao enfrentar todos os corredores e salas com alemães.
Os alemães, na batalha, selaram os poços de ventilação e atacaram os franceses com gás e lança-chamas, o que fez com que os soldados franceses sofressem com a sede e pela falta de oxigênio, em virtude dos ataques de gás.

O ataque ao forte, propriamente dito, foi realizado no dia 2 de junho com um intenso bombardeio na madrugada, com canhões lançando cerca de 2000 projéteis por hora na estrutura do forte.
Pouco antes do amanhecer, os batalhões da 50ª Divisão Alemã, atacaram as galerias, escalando os topos do forte e improvisando vários métodos para expulsar os franceses, que incluíam lançamento de granadas nas fendas, montagem de lança chamas com longos tubos para direcionar as chamar para dentro do forte.

Os alemães também sofreram grandes baixas durante esses ataques audaciosos, sendo que um oficial francês descreveu: "Os chefes alemães devem ser carrascos para arremessar suas tropas até a morte dessa forma em massa e em plena luz do dia. Toda a tarde, um bombardeio máximo; uma madeira é arrasada, uma colina devastada por buracos de conchas. É enlouquecedor; (...); se vê os 380 e 420 caindo; uma nuvem contínua de fumaça por toda parte. As árvores saltam no ar como se fossem mechas de palha;".

No dia 3 de junho, quando os alemães abriram caminho até a estrutura principal, houve um intenso combate dentro das passagens do forte. As condições estavam inimagináveis. Além de metralhadoras, os dois lados faziam uso generoso de granadas nos estreitos corredores, os alemães usavam os lança-chamas, queimando os franceses vivos e enchendo os corredores com fumaça tóxica.

O forte estava com muitos cadáveres que rapidamente começaram a se decompor no calor do verão.
No dia 4 de junho, o major Raynal enviou o último pombo, onde tinha uma mensagem explicando a situação em que se encontrava o forte. O pombo conseguiu entregar a mensagem a Verdun, apesar de ter sofrido um ataque alemão com gás.
A situação da falta de água no forte estava crítica. No dia 5 de junho, havia cerca de meio litro de água suja deixada por um soldado. No dia 6 de junho, o socorro francês falhou miseravelmente.
No dia 7 de junho, o major enviou dois oficiais sob uma bandeira branca e pediu a rendição do Fort Vaux, que foi aceita pelos alemães. Após a rendição, o comandante Raynal foi capturado pelos alemães sob honras militares por ter lutado corajosamente em condições extremas.

O Comandante do Exército Alemão, o Príncipe Herdeiro Friedrich Wilhelm, ficou tão impressionado com a resistência francesa liderada pelo major, que presenteou-o com uma espada de um oficial francês em sinal de respeito.
Nos dias seguintes, houveram várias tentativas dos franceses em recuperar o Fort Vaux, mas sem sucesso. No dia 8 de junho, a última tentativa francesa de retomar o forte terminou em fracasso total, quando as tropas coloniais do Marrocos foram arrasadas pela artilharia alemã antes mesmo de chegarem nas suas posições iniciais nas trincheiras.

Estreitos corredores do Fort Vaux
A queda de Fort Vaux aproximou os alemães de Verdun e, os dias seguintes foram os mais perigosos para os franceses, desde o início da batalha. Era o último empurrão dos alemães para a vitória no final de junho.
Enquanto isso, milhares de soldados de ambos os lados, tiveram que suportar condições desafiadoras. Um soldado francês, perto da aldeia de Thiaumont escreveu uma carta para sua família: "(...) fiquei dez dias ao lado de um homem que foi cortado em duas partes; não havia como movê-lo;ele tinha uma perna no parapeito e o resto do corpo na trincheira. Fedia e eu tive que mastigar tabaco o tempo todo para aguentar esse tormento".
Dormitórios- Fort Vaux
Alguns dos piores efeitos foram internos. À medida que os homens estavam submetidos aos bombardeios intensos, começaram a perder a razão, a mente. Um oficial francês tentou resumir a experiência de suportar o shell shock por semanas, até meses, até que a vítima ficasse indiferente.
Fonte: VintageNews
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Por Juliana Hembecker Hubert





