Histórias de Guerra: Roland Garros
27/05/2019 10:00
Quando se fala em Roland Garros, a primeira coisa que vem na cabeça da maioria das pessoas é a palavra tênis. Mas, o que pouca gente sabe é que o Grand Slam francês recebeu o nome de um lendário aviador que foi pioneiro em combate de caças durante a Grande Guerra.
Roland Garros iniciou sua vida de piloto em 1909, em um avião Demoiselle, o menor avião criado por Santos Dumont. No ano de 1911, Garros se qualificou para pilotar monoplanos Bleriot, disputando corridas aéreas.

Avião Demoiselle
Em 1913, Garros foi a primeira pessoa a voar pelo Mediterrâneo, e durante a Primeira Guerra, ele acabou se tornando o pioneiro na guerra aérea, abatendo quatro aviões inimigos com uma invenção sua: o uso de chapas de aço em forma de cunha presas nas pás da hélice do avião, permitindo o disparo frontal da metralhadora.

Em abril de 1915, sua aeronave estava equipada com o sistema, e o piloto francês marcou rapidamente três vitórias sobre a força aérea alemã, recebendo elogios por bravura. Porém, seu sucesso chegou ao fim quando, em 18 de abril, foi forçado a pousar seu avião no lado inimigo. Não se sabe se foi por falha mecânica ou devido à um ataque inimigo. Devido à esse pouso, ele tentou incendiar o avião para esconder suas invenções, mas infelizmente ele não conseguiu e o sistema nas pás da hélice foi estudado e aperfeiçoado por Anthony Fokker, conhecido como "Holandês Voador", era empresário e pioneiro na indústria do ramo aeronáutico.

Jornal Illustrated London News mostrando Roland Garros na primeira página
Garros foi capturado e passou três ano como prisioneiro de guerra. Ele conseguiu escapar do campo de prisioneiros em fevereiro de 1918, depois de enviar mensagens codificadas para a França que estavam escondidas dentro do cabo oco de uma raquete de tênis.
A fuga de Garro e de outro piloto francês capturado foi digno de um filme. Eles dormiram em um cemitério, passaram a tarde em um cinema, misturaram-se na multidão e, finalmente, atravessaram a fronteira para a Holanda, Londres e, depois para Paris, onde foram recebidos como heróis.

Garros à direita e Anselme Marchal durante a prisão na Alemanha
Ao voltar para França, Garros voltou prontamente ao serviço aéreo, conquistando outras vitórias. No dia 5 de outubro de 1918, prestes a completar 30 anos de idade, Garros participou de uma última missão sobre as Ardenas, juntamente com outros cinco aviões franceses. Quatro aviões estavam perseguindo um avião alemão, quando um esquadrão de seis aviões Fokker apareceram de repente. Garros foi para a batalha, mas nunca mais voltou.




Fonte: Firstworldwar.com
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