Legado da Alemanha encontrado em árvores Norueguesas

Legado da Alemanha encontrado em árvores Norueguesas

11/04/2018 10:00

A Alemanha invadiu a Noruega em abril de 1940, sendo que esta ocupação perdurou até maio de 1945.  A campanha para encontrar e afundar o navio de guerra alemão, o Tirpitz (segundo couraçado da classe Bismarck construído pela Kriegsmarine), deixou sua marca na paisagem Norueguesa, que é visto até nos dias de hoje.

Em 13 de novembro, foi proposto pelo Almirante Erich Raeder, que o Tirpitz fosse implementado na Noruega, uma vez que, navios desse porte, poderiam atacar os comboios que estavam se deslocando para a União Soviética, além de impedir uma possível invasão à Noruega ocupada. 

A embarcação deixou Wilhelmshaven no dia 14 de janeiro, às 23 horas e se deslocou para Trodheim. A inteligência britânica detectou a partida do navio, mas, devido ao mau tempo, impediu que a RAF (Força Aérea Real) fizesse qualquer ação. Diante disso, as forças aliadas somente tiveram conhecimento das atividades do Tirpitz no dia 17 de janeiro, quando a embarcação já tinha chegado na Noruega. 

O movimento arquitetado pelos alemães foi chamado de Operação Polarnacht (noite polar). O encouraçado foi escoltado pelos contratorpedeiros Z4 Richard Jakobi, Z8 Bruno Heinemann e Z29. Foi ancorado perto de um penhasco, onde havia proteção de ataques aéreos vindos do sudoeste. Também, para camuflar, a tripulação do Tirpitz cortou as árvores e as colocou à bordo. 

Além da camuflagem com as árvores, a marinha alemã também utilizou uma névoa química. Contudo, essa névoa deixou enormes danos às árvores existentes ao redor, os quais foram registrados nos anéis de crescimento das árvores. 

Em um estudo, a fim de verificar o clima do passado na área, verificou-se que havia uma ausência total de anéis dos pinheiros ali existentes, datadas de 1945. Foi sugerido que poderia ter alguma relação com o Tirpitz, que fora ancorado naquela região. 

Documentos arquivados mostraram que o navio liberou ácido clorossulfúrico para camuflar sua posição, sendo que tal ácido pode ter danificado as árvores, uma vez que foi detectado que não havia crescimento das árvores pelo período de nove anos após 45. As árvores se recuperaram, mas levou cerca de trinta anos para voltar ao crescimento normal, segundo a pesquisadora Claudia Hartl. 

Claudia também destaca que os impactos dessa névoa química vão caindo com a distância, sendo que, a 4 km do local em que foi liberado a névoa, é que as árvores começam a não exibir qualquer efeito.

Pode-se destacar que há outros lugares na Europa que foi utilizado essa fumaça artificial, podendo também ser outros produtos químicos, o que pode ter ocasionado efeitos semelhantes às árvores da Noruega. 

Fonte: BBC

 

Campanha na Noruega

 

Gostou? Compartilhe o post!!

Fique por dentro de tudo! Siga-nos no Facebook Twitter Instagram  e se inscreva no nosso canal no Youtube!!

Também temos um grupo de discussão sobre as Guerras no Facebook.Se você tem algum post, foto, vídeo, curiosidades sobre as Guerras, não deixe de compartilhar conosco!!

 https://www.facebook.com/groups/1828285280803861/

Por Juliana Hembecker Hubert