Máscaras de Gás na Primeira e Segunda Guerra

Máscaras de Gás na Primeira e Segunda Guerra

17/04/2018 10:00

Quem ai não sente um calafrio, um arrepio ou fica incomodado com as famosas máscaras de gás? Acho que quase todo mundo! Por mais que você goste dela ou da história a sensação é sempre a mesma. Essa sensação se deve ao fato da máscara, durante toda a sua história estar relacionada à doenças, tragédias e, durante a 1ª e 2ª Guerras, relacionou-se à muitas mortes. Os soldados utilizado-as é motivo de pânico e de sonhos horripilantes de muita gente.

 

 A ideia de se proteger vem de muitos anos atrás. Os gregos utilizavam esponjas para se proteger de maus cheiros e doenças. Em 1785, foi inventado um respirador por Jean François Pilâtre de Rozier, sendo utilizados por mineradores. A famosa máscara da Peste Negra também foi uma evolução (logo teremos um post somente sobre a máscara da Peste Negra).

 Lewis P. Haslett foi quem inventou em 1847 o que seria a ideia da máscara de gás, ou seja, ter um filtro que purificasse o ar quando ele entrasse e que além de tudo protegesse a boca e o nariz.

Com o início da 1ª Guerra, a corrida para adaptação e melhorar a máscara foi rápida. Em 22 de abril de 1915, em Ypres, os alemães utilizaram pela primeira vez o gás venenoso. A saída encontrada pelos franceses foi utilizar protetores bucais de algodão e depois passaram a utilizar uma espécie de almofada entre o nariz e a boca umedecidos com substâncias químicas que, teoricamente, protegeriam os soldados. Essas almofadas eram conhecidas como: O respirador do Véu negro. 

Essa almofada seca era ineficaz, ou seja, ela tinha que ser umedecida e durava cerca de 5 minutos contra um ataque concentrado de cloro. 

Mas, essa solução não era muito viável e nem muito segura, ao modo que teve que desenvolver uma nova ideia de proteção, e a ideia veio do Dr. Cluny McPherson. Ele acreditava que a proteção tinha que ser maior e que a máscara deveria absorver o agente químico antes de chegar no soldado. A ideia foi criar um saco que cobrisse toda a cabeça do soldado, incluindo o capacete. A máscara ficou em uso de 1915 até 1916 e, nesse período, ela sofreu várias adaptações e estudos para entender melhor sua funcionalidade.

A evolução dessa máscara se deu no fim de 1916. Saiu o capacete Hypo e entrou em seu lugar a máscara de gás Canister. Ela era uma máscara que cobria os olhos, boca e nariz conexo a uma lata que tinha materiais  absorventes químicos. 

 

Na Primeira Guerra, era comum a utilização de animais nas trincheiras e nos campos de batalhas. Dessa forma, foram criadas máscaras de gás para proteger os animais dos gases nocivos.

 
 

As armas químicas utilizadas eram de Bromoacetato de etila (Gás Lacrimogêneo), sendo que essa arma foi muito utilizada pela França durante a Primeira Guerra. O efeito não era o esperado por eles, mal-estar e irritação nos olhos e nas vias respiratórias. A Alemanha também se utilizou dessa arma mas o nome era de Brometo de Xilila.

Outra arma utilizada pelos dois lados foi o Gás Cloro, que causava edemas pulmonares fatais. O Fosgênio (Cloreto de Carbonila) foi utilizado pela Alemanha e pela França ele causava tosse, irritação severa das vias respiratórias, que duravam 48 horas, podendo levar a morte por asfixia. A segunda arma mais potente usada foi o Tricloronitrometano (Cloropicrina). Ela foi utilizada pelos dois lados e causava vômitos, sendo capaz de matar por asfixia em 10 minutos. E, por fim, o mais usado foi o famoso Gás Mostarda (Iperita). Os efeitos eram bolhas na pele e cegueira. Também acabava com os alvéolos pulmonares e levava a morte por asfixia.

Durante a Segunda Guerra, as armas tóxicas não foram tão utilizadas. Veja! Não estou falando que não foram usadas, estou falando que a expectativa de utilizar arma química era maior do que de fato foi.

Os Estados Unidos começaram a fabricar as máscaras de gás em 1942, depois do ataque a Pearl Harbor. Era de conhecimento de todos que o Japão vinha desenvolvendo armas secretas biológicas e realizava testes com o povo chinês em Manchúria e Pequim. Depois do ataque a Pearl, os americanos começaram a perceber que a Guerra poderia chegar ao seu País e começaram uma longa produção de máscaras de gás. Elas foram distribuídas no Havaí para tamanho adulto e não era ajustável. Além desse problema, ela causava pânico nas crianças, o que fez o próprio Walt Disney desenhar algumas máscaras de gás.  

A ideia de Walt Disney era que a máscara fosse confortável para crianças de 1 a 4 anos e, também, que a máscara fosse quase como um brinquedo onde a criança fosse capaz de colocar sozinha e que fosse engraçada. Foram feitas 1000 máscaras para testes, mas elas nunca foram usadas. 

 
 
Além dos Estados Unidos, a Alemanha, Inglaterra e França tinham uma grande tiragem de máscaras de gás. Por precaução, em 1944, a máscara foi modernizada e deixa muito mais leve e muito mais eficiente.

Com toda essa evolução, na Primeira Guerra se descobriu que o carvão vegetal é um bom absorvente de gases venenosos. Em 1918, descobriu-se que o carvão feito de cascas e sementes de várias frutas e nozes, como cocos, castanhas, castanhas da índia e pessegueiros.

 

O tempo de vida das máscaras é relacionada com a capacidade de absorvente do filtro, ou seja, se ela já teve sua absorção total concluída, ela não mais fornecerá a segurança para aquele que usa ela e a máscara não é universal ela não protege de todos os elementos tóxicos.

 

 

Hoje, as máscaras continuam sendo produzidas e o risco de uma guerra química é maior ainda.

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 Por Murilo Hubert Schenfeld