Monumentos de Guerra pelo mundo: Arco do Triunfo
21/03/2019 10:00
No dia 11 de novembro de 1920, o Arco do Triunfo foi consagrado como o local de enterro do Soldado Desconhecido.
A ideia de homenagear todos os soldados franceses que morreram nas guerras já tinha sido mencionada em 1918 e em 1919, com dois projetos de lei que sugeriram o enterro de um soldado anônimo no Panteão. Porém, esta ideia não foi cumprida e, somente alguns dias antes do aniversário do armistício da Primeira Guerra, sob a influência britânica, os franceses retomaram a ideia do enterro do soldado anônimo.

Sob pressão, o governo acaba aceitando a ideia no dia 02 de novembro de 1920, mas o Panteão estava fora de cogitação para realizar o enterro do soldado anônimo, pois, no dia 11 de novembro, já estava programado o enterro do coração de Gambetta para comemorar o cinquentenário da terceira República. Diante desse impasse, grande parte da opinião popular, considerou que o lugar para o descanso do soldado anônimo, que representaria todos os combatentes mortos pela França, representando o sacrifício nacional, deveria ser o Arco do Triunfo.

Dois dias antes da cerimônia, oito caixões estão reunidos na cidade de Verdun, os quais foram exumados de oito regiões que mais sofreram com a Guerra: Flandres, Artois, Somme, Ile de France, Chemin des Dames, Verdun e Lorena. O Ministro André Maginot nomeou um cabo para escolher um dos oito caixões, colocando um buquê de flores em cima do caixão escolhido.

O caixão foi transportado por uma equipe de soldados e depois colocado em um trem para Paris, o qual chegou somente à noite na capital francesa.

No dia 11 de novembro, uma procissão deixa Denfert Rochereau e o caixão escolhido é cercado por uma família fictícia, a qual representa todas as famílias que perderam um ente querido, sendo seguida por dezenas de militares.

O cortejo cruza Paris ao Arco do Tirunfo, parando no Panteão. No final do dia, o caixão foi levado para uma sala dentro do Arco do Triunfo, onde permaneceu até o enterro, no dia 28 de janeiro de 1921.


A chama da lembrança foi adotada dois anos depois, no ano de 1923. A chama tem por finalidade iluminar o Túmulo do Soldado Desconhecido.


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