O Louvre durante a Segunda Guerra Mundial

O Louvre durante a Segunda Guerra Mundial

12/06/2019 10:00

Em junho de 1940, os alemães entraram na França, e o desejo de Hitler pelas obras de arte não era segredo para ninguém. Hilter queria criar um grande museu de arte europeu, um projeto que deveria se materializar em Linz, na Áustria.

No outono de 1940, Alfred Rosenberg é colocado para comandar a agência (ERR) para "comprar" as obras de arte nos países ocupados pelo Reich. Essa agência nada mais era que uma unidade de pilhagem responsável para levar as obras de arte para a Alemanha.

Em Paris, o Museu Jeu de Paume serviu como um depósito das obras de artes, sendo classificadas e distribuídas de acordo com o destino do Reich.

Porém, quando chegaram no Louvre, o que eles encontraram não foi nada além de salas vazias. Mas, como conseguiram esvaziar o Louvre e manter as obras à salvo?

Jacques Jaujard era um alto funcionário na Administração de Belas Artes e era o diretor dos Museus Nacionais e da Escola do Louvre. Jacques, imaginando uma invasão alemã, convocou todos seus funcionários para que evacuassem as obras de grande importância, como a Mona Lisa. 

Dez dias antes do início da II Guerra, o Louvre fechou suas portas e foi efetivamente esvaziado. Mais do que um plano de evacuação das obras, é um plano de fuga real, a fim de proteger mais de 4.000 obras importantes da humanidade. A maioria das obras foram mantidas no Castelo de Chambord, no Vale do Loire. 

 

Jacques assegurou a preservação de várias obras importantes, como a Vênus de Milo, Vitória de Samotrácia, Mona Lisa e o Escriba Sentado.

As obras foram embaladas, sendo priorizadas algumas de acordo com alguns critérios, como a data de sua concepção e importância. A operação é gigante, sendo apoiada por funcionários das lojas de departamentos de Samaritaine e os caminhões da Comédie-Française deram uma ajuda no transporte. 

 

 Essa dispersão das obras durou anos para ser concluída, sendo que continuou desde a declaração da Guerra até a invasão alemã. Porém, essa evacuação deu tão certo, porque meses antes houve uma ação semelhante, quando Jacques organizou uma evacuação tendo em vista a ameaça de bombardeiros e pela a guerra civil espanhola.

 

Jacques Jaujard

 

Foi durante esse plano de evacuação na II Guerra que a Mona Lisa fez dez viagens, passando por Chambord, Louvigny e a Abadia de Loc-Dieu, onde, no ano de 1943, ela fica por quase dois anos no Castelo de Montal. Durante esse tempo, a Mona Lisa ficou escondida sob uma das camas do castelo.

Quando na liberação de Paris, com o receio que houvessem bombardeios americanos e britânicos em Paris, Jacques comunicou aos aliados quais eram os locais que as obras estavam escondidas, com a famosa mensagem "A Mona Lisa tem o sorriso".

A partir de 1944, com a ajuda do programa americano "Monuments Men", Jacques começou a recuperar as obras escondidas dos alemães. Leia mais sobre a arte escondida das bombas nazistas

 

 O Louvre recuperou todas as suas coleções espalhadas apenas um ano depois do fim da guerra. E, devido à atitude de Jacques Jaujard em salvar todas as obras primas e, dessa forma, permitir que sobrevivessem aos saques dos alemães, que poderiam ter sido capazes de destruir algumas obras, o Museu do Louvre tem um portal em sua homenagem. 

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 Por Juliana Hembecker Hubert