O Natal no Front

O Natal no Front

24/12/2020 10:00

Durante a Guerra muitos soldados passaram o Natal separado de suas famílias. A vida no front não era fácil e a comida acabou sendo um dos maiores confortos para os soldados, independentemente de seu posto. 

Diante dessa situação, o exército americano dedicou a rede logística para fornecer jantares para quase todos seus soldados no Natal.

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Porém, em 1942 em Guadalcanal, as tropas ficaram felizes simplesmente por receber uma laranja e uma cerveja quente.

O Natal de 1944 foi caracterizado por temperaturas abaixo de zero e fortes nevascas em grande parte do norte da Europa.

Em 26 de dezembro de 1944, o tenente-coronel James H. Polk relatou à sua esposa, Josephine, como ele passou o Natal no comando do 3º Grupo de Cavalaria na fronteira franco-alemã. 

“Minha adorável esposa. Passei a maior parte do dia de Natal inspecionando as tropas da linha de frente e elas se saíram muito bem. A adaptabilidade do soldado americano é uma fonte inesgotável de espanto para mim. Há muitas árvores de Natal nos alojamentos das cidades ribeirinhas e até mesmo nas posições dos canhões, todas decoradas em grande estilo. Os ornamentos alemães são iguais aos nossos e saqueamos muitos deles. Sentinelas, patrulhas e tripulações de armas foram alternadas para que todos pudessem comer peru e alguns até mesmo assaram tortas e bolos".

Os Presentes e os Correios

Outro consolo nesta época festiva para os soldados que estavam no front era o correio. Cartas e presentes eram enviados de suas cidades natal para o front, e os Correios do Exército fizeram de tudo para distribuir as encomendas rapidamente, mas o grande volume e a distância criaram certa dificuldade. 

O exército aconselhou que as famílias enviassem as encomendas e cartas para o Natal do dia 15 de setembro até 15 de outubro, sendo que a Marinha restringiu os pacotes para o peso de menos de 5 libras. 

Mesmo com esse esforço, muitos pacotes acabaram chegando meses depois. 

Outra dificuldade era que havia poucos produtos disponíveis para ser enviados como presentes, uma vez que muitos itens de consumo não foram fabricados devido à escassez de matéria-prima e conversões de fábricas para uso militar. As roupas não eram racionadas nos Estados Unidos, mas havia restrições e as pessoas eram encorajadas a se contentar com menos. Em 1944, uma grave falta de papel até reduziu o fornecimento de livros. 

O mais difícil de tudo era a escassez de brinquedos para as crianças, uma vez que não havia brinquedos feitos de metal ou borracha.

Diante disso, os fabricantes acabaram mudando de matéria prima para madeira e papelão e para os novos plásticos que estavam sendo lançados. Os brinquedos mais populares da época da guerra incluíam bonecas, jipes e aviões de madeira e “Bild-A-Sets”, que permitiam que as crianças construíssem jogos de papelão, muitas vezes com temas militares.

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O governo dos EUA forneceu uma solução para o dilema dos presentes e incentivou a compra de títulos de guerra para os presentes de Natal.

Decorações no front e nas cidades

Outro elemento natalino que sofreu com a Guerra foram as decorações de natal. No front, os soldados, enfermeiras improvisaram cortando latas, pacotes de plasma para fazer estrelas e amarrar no teto. As latas de ração foram usadas pelos soldados para fazer decorações de forma improvisada. 

Já nas cidades, as decorações ao ar livre foram as que mais sofreram. Na Califórnia, por exemplo, as luzes natalinas deveriam ser desligadas às 22 horas. Em virtude do blackout, o Natal poderia ser alegre, mas não muito brilhante. 

Nesta época, as árvores de natal eram difíceis de obter em virtude da escassez de mão de obra e transporte. Então, as pessoas correram para comprar as árvores artificiais.

Música

Mas, um legado que o Natal na II Guerra deixou, a música. 

A gravação de "White Christmas" de Bing Crosby chegou ao topo das paradas em dezembro de 1942 e, desde então, vendeu mais de 50 milhões de cópias, tornando-se um dos maiores sucessos de todos os tempos. “I'll Be Home for Christmas” foi o sucesso do Natal de 1943, e “Have Yourself a Merry Little Christmas”, de Judy Garland, esteve no Top Ten em 1944. Essas canções compartilham uma suave melancolia, uma nostalgia de casa, uma saudade de tradição e uma esperança otimista para o futuro que ressoou em tempos de guerra e ainda ressoa hoje.

Festividade

No front, muitas bases organizaram visitas do Papai Noel, shows e pequenas festas para os soldados.

Em algumas localidades, os soldados acabaram organizando festas para as crianças locais. Um exemplo é dos aviadores do 94º Grupo de Bombardeio estacionados em Bury St. Edmunds deram uma grande festa para os órfãos britânicos.

Curiosidades

Em 1941, uma árvore de Natal de um metro e meio pode ser comprada por 75 centavos.

-A escassez de materiais usados para produzir enfeites levou muitas pessoas a fazerem seus próprios ornamentos em casa.

As viagens durante as férias eram limitadas para a maioria famílias devido ao racionamento de pneus e gasolina.

Os americanos economizaram seus cupons de comida para fornecer comida extra no Natal.

Fontes: nationalww2museum, sarahsundin, history.army.mil

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Por Juliana Hembecker Hubert



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