Segunda Batalha de Changsha: Primeira Vitória Estratégica Chinesa em 1º de Outubro de 1940
08/07/2026 10:00
Enquanto a Blitz devastava Londres em setembro, na Ásia a Segunda Guerra Sino-Japonesa entrava em sua fase crítica com a Segunda Batalha de Changsha, iniciada em 15 de setembro e culminando em 1º de outubro de 1940, quando forças chinesas sob o comando de Xue Yue repeliam decisivamente o exército japonês, marcando a primeira vitória estratégica de Chiang Kai-shek no conflito. Após a primeira batalha em 1939, os japoneses do 11º Exército, liderados pelo general Yasuji Okamura, lançaram uma ofensiva com 120 mil homens e 400 tanques pela província de Hunan, visando capturar a cidade estratégica de Changsha – chave para o controle do rio Xiang e acesso ao sul da China – em uma manobra de pinça ao longo de 200 km de frente. Chiang Kai-shek, aplicando lições de Sun Tzu com táticas de "guerra atrita", ordenou recuos planejados para esticar linhas inimigas, seguidos de contra-ataques coordenados pelas 9ª e 10ª Grupos de Exércitos da China.
O confronto escalou de 19 a 25 de setembro, com japoneses avançando até 40 km da cidade, sofrendo emboscadas em pântanos e montanhas onde artilharia chinesa e infantaria infligiram 5 mil baixas iniciais, enquanto Chuangsha resistia heroicamente sob fogo naval nipônico no rio. Em 29 de setembro, chuvas torrenciais e tifo dizimaram as tropas japonesas atoladas, permitindo que Xue Yue lançasse o contra-ataque final em 1º de outubro, recuperando posições e forçando a retirada inimiga com perdas totais japonesas de 20 mil mortos ou feridos contra 14 mil chineses, preservando a cidade intacta. O general japonês Okamura admitiu em relatório: "O inimigo nos atraiu para a armadilha perfeita", destacando o fracasso em romper defesas posicionais chinesas.
A vitória em Changsha elevou o moral nacionalista, garantindo suprimentos americanos via Burma Road e provando que o Japão não controlava o interior chinês apesar de superioridade material. Chiang Kai-shek celebrou em comunicado: "Hoje mostramos que a pátria resiste invicta", inspirando repetições táticas em batalhas futuras como a terceira em 1941. Esse triunfo estratégico mudou percepções globais, sinalizando aos Aliados a viabilidade da resistência chinesa e adiando planos japoneses de consolidação no Pacífico, em meio à escalada europeia.





