Origem - Top Gun

Origem - Top Gun

23/04/2019 10:00

Não importa sua idade, seu gosto musical ou gosto de filme, TOP GUN é um filme apaixonante que foi lançado em 12 de maio de 1986 pela Paramount Pictures e que fez todos os homens quererem jogar vólei de praia de calça jeans, ter uma jaqueta de couro e andar no carro ou na moto cantando "Highway to the danger zone".

O filme em si foi um grande sucesso, mas como tudo na vida, recebeu críticas boas e negativas, contudo se manteve como filme de respeito até hoje. Aliás, o filme foi tão bom que a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos escolheu o filme para ser preservado no National Film Registry, por achar seu conteúdo e estética relevantes. Sem falar que ganhou o Oscar pela música "Take My Breath Away - Berlim".

O que muitos não sabem é que o filme foi inspirado em um artigo do Ehud Yonay, chamado TOP GUNS, publicado na edição de maio de 1983, na revista Califórnia. Ehud começa o artigo descrevendo uma passagem empolgante e cheio de adrenalina do piloto de caça Alex (Yogi) que, à bordo do seu F5, recebe a missão de abordar dois caças Bogeys a 32 quilômetros. O problema é que não estava no seu esquadrão o VF-1, |baseado na Estação Aérea Naval Miramar em San Diego. Ele estava há duas semana treinando na Escola de Armas de Caça da Marinha, reconhecida internacionalmente pela Miramar TOG GUN. O jogo é ser sempre o melhor que o outro e se você jogar bem nessa escola, você pode ser convidado a voltar no próximo ano como instrutor, o que é mais alto do que ir como piloto. No artigo ele relata toda a vida do piloto Alex, a sua paixão em ser piloto desde os 12 anos de idade e sua trajetória, bem como é a vida a bordo de um porta aviões.

 

Artigo - Ehud Yonay

Depois do artigo, o plano já era fazer o filme. Acontece que não se sabe ao certo, se é verdade ou não, mas dizem que muitos recusaram em fazer o roteiro e que, até o ator Matthew Modine, (Nascidos para Matar) tinha recusado o papel de Maverick.

Outro que não estava nenhum pouco a fim de fazer Top Gun era Val Kilmer. Ele tinha fechado um contrato de três filmes com a Paramount. Ele já tinha feito dois filmes e faltava o terceiro. Depois de conversar com o diretor do filme, ele recusou o papel, mas o diretor e seu empresário insistiram para que ele fizesse. São muitas informações e a única pessoa que pode dizer a verdade é Val Kilmer, o porque ele mudou de ideia e gravou o filme. Ainda bem que mudou de ideia, porque ficou muito show as cenas dele. Aliás, em 2015 pelo Twitter, ele já tinha falado que faria sem pensar duas vezes uma sequencia. Realmente o nome dele está confirmado para TOP GUN 2.

 

O filme tem claro seu papel romanceado, mas também queriam que as cenas o linguajar fossem condizente com a realidade dos pilotos na época. Para isso, pediram ajuda da Marinha, que aceitou em ajudar, mas deveriam serem feitas alterações no scrip, como o Maverick não poderia se apaixonar por uma militar, razão pela qual mudaram para uma especialista civil. O motivo é que no exército americano é proibido a relação entre militares (vale lembrar que essa regra é da época. Não sei como é o código disciplinar de hoje e também não estamos falando do Brasil).

Quem ajudou bastante também foi o Ex-aviador da Marinha, veterano da Guerra do Vietnã e instrutor de TOP GUN Peter Pettigrew (Viper).

A Marinha permitiu que fossem utilizadas imagens dos F-14, do esquadrão VF-51, Screaming Eagles. Porém eles teriam que aproveitar as imagens que conseguissem fazer das atividades já programadas para treino dos militares. A Paramount teve que pagar até U$ 7.800 a cada hora de voo que uma aeronave fazia fora do programado.

 

Durante as filmagens, o diretor Tony Scott queria muito fazer uma cena de decolagem do porta aviões com a luz do sol. Para ajudar no desejo do diretor, o comandante do porta aviões alterou o curso, fazendo com que a luz do sol iluminasse exatamente onde o diretor queria. Depois das tomadas, o diretor pediu que o comandante retornasse para a antiga posição, quando foi informado pelo comandante que, apenas aquela virada do porta aviões, custou 25 mil dólares. Sabendo do valor que foi gasto, o diretor Scott fez um cheque para o comandante de 25 mil dólares para que ele retornasse a antiga posição.

O filme além de ter sido um grande sucesso, serviu de inspiração para os jovens. A Marinha relata que o número de jovens que se alistaram querendo ser aviadores da Marinha subiu 500%.

Curiosidade: Muito foi falado no filme sobre o MIG-28, só que na verdade, o filme usava F5-Tiger II. Primeiro porque o MIG-28 nunca existiu. Existem sim os MIG-27 e MIG-29 e eles são feitos sempre em número ímpares. Para o filme, o F5 foi pintado e deixado com a aparência de MIG.

Agora é só esperar a sequência do filme, que sai dia 12 de julho de 2019, segundo informações que encontramos não é nada oficial ainda.

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Por Murilo Hubert Schenfeld