Prince of Persia
19/09/2019 10:00
Prince of Persia (1989) é mais um jogo nostálgico que cabia em um diskete (saudades dos disketes!). É um jogo de plataforma desenvolvido pela Broderbund e desenhado por Jordan Mecher para o Apple II. No jogo, você controla um personagem sem nome (coitado!) que deve se aventurar por uma série de masmorras para derrotar Jaffar e salvar uma princesa aprisionada (também sem nome!).

O jogo foi aclamado pela crítica e, embora não ter sido um sucesso comercial imediato, vendeu muitas cópias pois acabou sendo transferido para várias plataformas após o lançamento original do Apple II.
A história do jogo se passa na antiga Pérsia. Enquanto o Sultão está lutando em uma guerra longe de sua casa, seu vizir Jaffar, um bruxo, toma o poder. Seu único obstáculo ao trono é a princesa. Por isso, Jaffar a tranca em uma torre e ordena que ela se torne sua esposa ou ela morreria em 60 minutos.

O protagonista do jogo sem nome, que a princesa ama, é jogado como prisioneiro nas masmorras do palácio, e para libertá-la, ele deve escapar das masmorras, chegar até a torre do palácio, derrotar Jaffar, tudo isso antes que o tempo acabe...fácil, não?

Além dos guardas, várias armadilhas estão ao longo das fases e, como se isso não fosse o bastante, há um dopplegänger do personagem, ou seja, uma aparição de si mesmo que é conjurada em um espelho mágico.
O jogo tem 12 fases, embora em algumas versões de consoles existam mais fases. A sessão do jogo somente pode ser salva depois do nível 3. O nível de saúde do jogador é demonstrado na barra de baixo, onde tem triângulos vermelhos, e cada vez que o jogador é acertado por espada, cai de dois andares ou é atingido por uma pedra caindo, perde um desses triângulos. Mas não se preocupe que ao longo da jornada você irá encontrar potes de poção vermelha que aumentam o número máximo de triângulos vitais.

Se o jogador morrer ao longo de sua jornada,o jogo volta para o início da fase em que o jogador morreu, mas o cronômetro não pára! Não há um limite para o número de vidas, mas se o tempo acabar, a princesa morre. Trágico!

Existem três tipos de armadilhas que o jogador deve ignorar: armadilhas Spike, poços profundos (três ou mais níveis de profundidade) e guilhotinas. Ser pego ou cair em cada um deles resulta na morte instantânea do protagonista. Além disso, existem portões que podem ser levantados por um curto período de tempo fazendo com que o protagonista fique no gatilho de ativação. O jogador deve passar pelos portões enquanto eles estiverem abertos, evitando os gatilhos de bloqueio. Às vezes, existem várias armadilhas entre um gatilho de desbloqueio e um portão.
Espadachins hostis (Jaffar e seus guardas) são outro obstáculo. O jogador obtém uma espada no primeiro estágio, que pode usar para combater esses adversários. As manobras de espada do protagonista são as seguintes: avançar, recuar, cortar, aparar ou um ataque combinado de defesa. Espadachins inimigos também têm um indicador de saúde semelhante ao do protagonista. Matá-los envolve cortá-los até que seu indicador de saúde se esgote ou ao empurrá-los em armadilhas enquanto lutam.
A armadilha do doppelganger é muito legal. Ela está no estágio 4, onde o protagonista é forçado a pular através de um espelho mágico e a sua cópia aparece. Essa aparição invade o protagonista, rouba sua poção e o joga na masmorra. Não tem como matar a aparição, pois cada dano também prejudica o protagonista. Dessa forma, o protagonista deve se fundir com seu doppelganger.


O desenvolvimento do jogo iniciou em 1985, quando Jordan Mechner se formou em Yale. O jogo se baseou em várias fontes como inspiração, incluindo as histórias das Mil e Uma Noites e filmes como Os Caçadores da Arca Perdida e As Aventuras de Robin Hood.

Mechner usou storyboards desenhados à mão para definir o design do jogo e os movimentos dos personagens
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Por Juliana Hembecker Hubert







