Artefato egípcio perdido desde a II Guerra, retorna à Alemanha
21/01/2021 10:00
Em uma saga digna de Indiana Jones, envolvendo um cientista americano em busca de armas secretas e um arqueólogo acabou se transformando em um final feliz para um museu alemão que temia ter perdido uma valiosa placa de pedra do antigo Egito que havia desaparecido desde a Segunda Guerra Mundial.
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A história desse valioso objeto deve ser contada há de 3.000 anos, durante o reinado de Ramsés II, quando Ptahmose, prefeito da cidade egípcia de Memphis, teve seu retrato cinzelado em uma pedra.
A pedra era vitrificada, ajudando a preservar a imagem de Ptahmose com os braços erguidos em adoração às antigas divindades egípcias Osíris e Ísis.
O Museu Nacional de Berlim comprou um fragmento da laje de uma coleção inglesa em 1910, sendo que a peça foi exibida na capital alemã até a Segunda Guerra Mundial, quando os museus foram fechados e grande parte da coleção foi transferida para a segurança devido ao bombardeio aéreo.
O Museu foi seriamente danificado por ataques aéreos aliados durante a Segunda Guerra Mundial, e em seguida, o prédio foi deixado em ruínas na área de Berlim, ex-ocupada pelos soviéticos. Não foi reaberto até 2009, após uma grande reforma.
Quando o museu foi fechado no início da Segunda Guerra Mundial, esta pedra egípcia foi deixada escondida dentro de um sarcófago, e acabou sendo registrado como desaparecido após a guerra.
Estranhamente, o artefato havia sido dado ao Museu Kelsey por Samuel Abraham Goudsmit, um físico holandês-americano. Goudsmit estava encarregado da Missão Alsos, que era um projeto secreto dos EUA para investigar os desenvolvimentos científicos do inimigo durante a Segunda Guerra Mundial, especificamente focado no programa de armas nucleares dos alemães.
Goudsmit havia adquirido a escultura de um colecionador na Alemanha em 1945, de acordo com a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano.
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Não é a primeira vez que o Museu exibe obras de arte que teriam sido destruídas durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 2010, operários da construção civil que estavam cavando uma linha de metrô no centro de Berlim encontraram um esconderijo de esculturas modernistas que os nazistas consideraram "arte degenerada". (Leia mais sobre a arte degenerada AQUI)
Os arqueólogos recuperaram 11 esculturas que foram então preparadas para uma exposição.
Fontes: silkroads, medium, nationalpost, livescience
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Por Juliana Hembecker Hubert






