O surgimento das pinups e as Nose Arts

O surgimento das pinups e as Nose Arts

11/03/2021 10:00

George Petty era um ilustrador americano conhecido por sua série de pin-ups conhecidas como Petty Girls, que ele fez para a revista masculina Esquire.

As meninas representadas por Petty costumavam ser acompanhadas por alguma frase cômica ou com o objetivo de chamar a atenção do leitor. Aos poucos, essas meninas foram ganhando cada vez mais e o espaço reservado para essas ilustrações foi aumentando e acabaram se tornando o centro das atenções. A grande popularidade alcançada pelas ilustrações de Petty o levou a aumentar o valor das ilustrações cada vez mais para a revista. 

Em 1940, a Esquire foi procurar um substituto que estivesse no nível das ilustrações de Petty, mas que cobrasse menos, e o substituto escolhido seria o artista plástico peruano Alberto Vargas.  

Vargas nasceu em Arequipa em 1896 e logo se interessou pelo desenho, onde em 1911, juntamente  com sua família se mudou para a Europa, onde se formaria como artista em Paris e Zurique. Ele criou a imagem de uma mulher social, sensual e elegante, que se tornaria a nova deusa do século XX, a partir de pinturas de atrizes de teatro com uma combinação única de elegância e femmes fatale. 

A grande aceitação pelo público levou a Esquire a publicar em dezembro de 1940 o primeiro calendário Vargas, no qual uma menina era representada a cada mês, que teve grande sucesso comercial. As garotas Vargas rapidamente se tornaram sinônimo da sensualidade feminina, elegância e beleza das mulheres americanas. 

Com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial em dezembro de 1941, as mulheres voltariam a ocupar um lugar de destaque na sociedade e as meninas Vargas um ícone de referência para as mulheres. Também com a eclosão da guerra, Vargas transformou suas meninas não apenas em um ícone da beleza feminina, mas também em um ícone patriótico da mulher americana.

Assim, entre 1942 e 1945 os seus desenhos frequentemente faziam referência à guerra, incluíam elementos militares ou representavam mulheres pertencentes a algum ramo das Forças Armadas. 

Ressalta-se a grande popularidade que a obra de Vargas teve entre os soldados que lutavam no exterior, que rapidamente se sentiram fortemente vinculados à mulher que lhes apresentava. Rapidamente, essas meninas dividiram espaço nos armários, barracas, trincheiras e até nos veículos. Tal foi a influência dessas obras que foram apropriadas pelas tropas, que as incorporaram às fuselagens de seus aviões no que se conhece como Nose Art (LEIA MAIS AQUI).

Fontes: artnet, aircorpsart

Por Juliana Hembecker Hubert

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