Sturmpanzerwagen A7V

Sturmpanzerwagen A7V

02/12/2019 10:00

O Sturmpanzerwagen A7V foi o primeiro tanque operacional do exército alemão no final da I Guerra Mundial.

Ironicamente, os próprios alemães atrasaram no desenvolvimento dos veículos de combate, em comparação com os britânicos e franceses, os quais já tinham feito grandes progressos em campo, o que acabou ajudando a romper as linhas defensivas alemãs. Para os alemães, a visão tradicional ainda prevalecia: as infantarias eram o meio mais fácil de avançar, bem como os sturmtruppen equipados com granadas, armas pequenas e lança chamas. Dessa forma, eles acabaram sendo bem sucedidos durante as ofensivas da primavera, o que acabou atrasando o desenvolvimento de tanques.

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Apesar dessa resistência inicial em desenvolver tanques, em 1916, no outono, acabou criando a Allgemeines Kriegsdepartmente, 7. Abteilung, Verkehrswesen, ou seja, o Departamento 7 de transporte.Esse departamento foi responsável por todas as informações coletadas nos tanques aliados e pela formulação de táticas e dispositivos antitanques e especificações e especificações para um possível projeto. 

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Com base nessas especificações, os primeiros planos foram elaborados por Joseph Vollmer, um capitão de reserva e engenheiro. O A7V nasceu com uma estrutura quadrada e blindada, montada no topo dos componentes sobre esteiras modificadas de um trator Holt. Várias armas de campo britânicas, belgas e russas as quais foram capturadas, de 57mm, foram usadas durante a produção de vinte tanques. Também foram adicionadas seis metralhadoras Maxim MG08, sendo duas nas portas de cada lado do casco e uma na traseira. Para operar o A7V eram necessários: um motorista, um mecânico, um sinalizador, um oficial, doze soldados de infantaria e artilheiros, totalizando 18 homens (ou mais). O tanque tinha capacidade de atravessar valas com 1,5 m de largura, velocidade de pelo menos 12 km/h.

A quantidade de munição transportada era considerável, reduzindo ainda mais o espaço interno. Cerca de 50 a 60 cintos de cartuchos, cada um com 250 projéteis, mais 180 cartuchos para a pistola principal, divididos entre cartuchos explosivos. Sem falar que o motor estava situado bem no centro, difundindo seu ruído e fumaça tóxica.

Vale destacar que o tanque também era usado para transporte de tropas e de cargas. 

O A7V imitava o design que era visto nos vagões blindados do período. Seu revestimento era quase na vertical e havia uma cúpula central no teto - essa área era reservada para a direção do tanque. A potência do A7V era obtida por dois motores Daimler-Benz de 4 cilindros, 200 cavalos de potência.

 

Na teoria, a ideia de se ter um bunker blindado com armas parecia boa....parecia. O A7V era extremamente pesado, o que era impraticável em terrenos irregulares e macios; sua velocidade era extremamente lenta, uma vez que qualquer infantaria simplesmente o ultrapassava, a base era rasa e estreita, o que tornava o tanque inseguro sob certas condições. Vale destacar que, em virtude de seu tamanho e baixa velocidade, acabava sendo um alvo fácil, e também oferecia pouca proteção balística, tendo em vista os revestimentos quase que na vertical. 

O primeiro protótipo foi construído pela Daimler-Motoren-Gesellschaft e fez seus primeiros testes em 30 de abril de 1917, em Belin Marienfeld, sendo que o protótipo final estava pronto em maio de 1917. Após testes bem-sucedidos em Mainz, o design foi modificado mais uma vez para incorporar mais duas metralhadoras e um melhor posto de observação.

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A pré-produção começou em setembro de 1917 e a produção do tanque começou em outubro com um pedido inicial de 100 unidades, no entato, somente vinte unidades foram concluídas até o final da guerra, uma vez que a sua construção era lenta. 

Essa máquina era conhecida como o 7 Abteilung, Verkehrswesen (A7V), "Sturmpanzerkraftwagen", que significa "veículo a motor blindado de assalto".

Os primeiros cinco esquadrões de A7Vs da 1ª Unidade de Tanques de Assalto estavam prontos em março de 1918. Liderada por Haumptann Greiff, essa unidade foi implantada durante o ataque ao canal St Quentin, parte da ofensiva de primavera alemã. Dois tanques nao resistiram, mas com sucesso repeliram um contra-ataque britânico localizado. 

Em 24 de abril de 1918, no entanto, durante a Segunda Batalha de Villers-Bretonneux, três A7V liderando um ataque de infantaria encontraram três Mark IVs britânicos, mas não tiveram sucesso em danificar os tanques alemães com suas metralhadoras. 

Porém, o Segundo Tenente Frank Mitchell, lidando com um dos A7V, acabou tendo sucesso, no que, foi historicamente, o primeiro duelo tanque. No entanto, após três acertos bem sucedidos, o A7V foi nocauteado e a tripulação, com cinco mortos e várias baixas, as quais foram prontamente socorridas.

O tanque A7V desativado foi recuperado e reparado posteriormente. O vitorioso Mark IV percorreu as linhas alemãs, causando estragos, sendo acompanhado mais tarde por vários Whippets. Porém, esse ataque foi interrompido pelos morteiros. Três Whippets foram destruídos, assim como o Mark IV.

O último tanque alemão A7V Sturmpanzerwagen remanescente da Primeira Guerra Mundial está em exposição no Museu Queensland.  Este tanque em particular foi apelidado de Mephisto. Ele pesa 33 toneladas e sofreu o mesmo destino que muitos outros tanques da época experimentaram; o peso do tanque o fez atolar na lama de Villiers-Bretoneaux.

 

Veja o vídeo de uma réplica do A7V:

A tripulação alemã abandonou o Mephisto e os soldados Queensland no 26º Batalhão tomou-lo. Para chegar ao tanque, os soldados tiveram que atravessar a terra de ninguém sob o fogo das armas de pequeno calibre alemãs, metralhadoras, artilharia e gás venenoso. Quando chegaram ao Mephisto, eles o conectaram a dois tanques britânicos e o rebocaram para um território amigo.

Fonte: Militaryfactory, Warhitoryonline

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 Por Juliana Hembecker Hubert