Submarino soviético aumenta a radioatividade do mar da Noruega

Submarino soviético aumenta a radioatividade do mar da Noruega

14/01/2020 10:03

Um submarino nuclear soviético da Guerra Fria sofreu um desastre há 30 anos, quando afundou no Mar da Noruega, levando à morte de 42 marinheiros. Mas, em vez de ficar deitado pacificamente no fundo do mar, esse submarino, chamado Komsomolets, está vazando material radioativo.

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O Komsomolets foi o único submarino nuclear de ataque do Projeto 685 Plavni. A embarcação afundou em 1989 e está atualmente no solo oceânico do Mar de Barents, a uma profundidade de cerca de 1.500 m, com seu reator nuclear e duas ogivas nucleares ainda a bordo.

O Komsomolets foi inaugurado em 1983,  tinha 117 metros de comprimento e podia mergulhar a até 1,250 metros de profundidade e viajava a velocidade máxima de 30 nós (56km/h).

O Komsomolets afundou após um incêndio em um compartimento na parte traseira em sua primeira patrulha operacional. O submarino foi capaz de submertgi após o início do incêncio, onde permaneceu por 5 horas antes de afundar. No total, 42 dos 69 homens a bordo morreram no acidente, incluindo o comandante, sendo que apenas 4 foram mortos pelo fogo e fumaça, os demais morreram de hipotermia esperando o resgate. Vinte e sete tripulantes sobreviveram, e foram resgatados por navios soviéticos.

Em junho de 1989, dois meses após o acidente, os destroços foram encontrados. Oficiais soviéticos afirmaram que quaisquer possíveis vazamentos eram insignificantes e não ameaçavam ao meio ambiente.

Uma verificação dos destroços em maio de 1992 revelou rachaduras ao longo de todo o casco de titânio, algumas delas com 30-40 cm, além de possíveis vazamentos nos canos de refrigeração do reator.

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Uma expedição em 1994 revelou um vazamento de plutônio de um dos dois torpedos nucleares. Autoridades norueguesas da Agência de Meio Ambiente Marinha e da Agência de Radiação, obtiveram várias amostras em agosto de 2008 e não foram encontrados indícios de radiação.

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Em julho de 2019 uma expedição conjunta da Noruega e Rússia em uma rotina de monitoramento dos destroços detectou níveis elevados de contaminação na água ao redor deles, indicando um vazamento ou do reator ou dos torpedos.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Marinha, o vazamento não representa risco para pessoas ou peixes.

Eles continuarão monitorando os destroços dos Komsomolets. Mas eles dizem que não parece haver nenhum perigo no momento, porque a radiação não quebrou os níveis inseguros, a poluição é rapidamente diluída na água do mar e não há muitos peixes tão profundos para os pescadores capturarem.

Fonte:BBC, CIA.gov, CNN.

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Por Juliana Hembecker Hubert