O cotidiano e o uso de máscaras de gás durante a II Guerra Mundial

O cotidiano e o uso de máscaras de gás durante a II Guerra Mundial

16/12/2020 10:00

O uso de máscaras de gás remontam a I Guerra, e desde então várias tecnologias e técnicas tem sido usadas como sistema de filtros. 

O primeiro uso de gás venenoso na Frente Ocidental foi pelos alemães em Ypres em 22 de abril de 1915.

Leia o relato de soldados no primeiro ataque de gás cloro AQUI

A resposta inicial foi dar aos soldados protetores bucais de algodão para proteger sua respiração, e desde então, as máscaras primitivas passaram por vários estágios de desenvolvimento antes de serem substituídas pela máscara de gás canister em 1916, que é conectada ao estanho que contém materiais absorventes.

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Quer saber mais sobre a evolução das máscaras de gás, LEIA AQUI.

Em 1944, o Serviço de Guerra Química do Exército dos EUA desenvolveu uma máscara feita de plástico e borracha que reduziu muito o peso e o tamanho das máscaras.

Em 1934, o governo britânico observou que era possível que nos próximos anos se envolvesse em uma guerra com a Alemanha e o governo temia que o inimigo usasse aeronaves para lançar bombas químicas sobre civis.

Mas, o medo de possíveis ataques de gás não se limitava à Grã-Bretanha. Na Alemanha, França e Itália, as máscaras estavam disponíveis, embora não tão amplamente distribuídas.


Diante desse temor, o governo britânico pediu a seus cientistas do Porton Down para projetar um respirador civil que pudesse ser produzido em massa a um custo unitário de dois xelins: o resultado foi o Respirador Civil Geral. 

Em 1936, uma fábrica desativada em Blackburn tornou-se uma fábrica de montagem de máscaras de gás, onde mais de 30 milhões de máscaras de gás foram fabricadas.

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o governo decidiu emitir uma máscara de gás para todas as pessoas da Grã-Bretanha.

Nas semanas seguintes, 38 milhões de máscaras de gás foram distribuídas para centros regionais. 

As pessoas foram incentivadas a usar máscaras de gás por 15 minutos por dia para se acostumar com a experiência e o governo ameaçou punir as pessoas que não portassem máscaras de gás.

Porém, as máscaras de gás não eram fáceis nem confortáveis ​​de usar. O odor forte de borracha  fez muitas pessoas se sentirem mal.

A maioria dos civis aprendeu a usar máscaras de gás por meio do departamento de defesa civil, mas as crianças receberam a maior parte da educação sobre máscaras de gás nos exercícios escolares, e as escolas impuseram o uso obrigatório de máscaras de gás em todos os momentos.

Porém, um estudo no início da guerra sugeriu que apenas cerca de 75 por cento das pessoas em Londres estavam obedecendo às instruções do governo sobre máscaras de gás.

No início de 1940, quase ninguém se preocupou em carregar sua máscara de gás.

Para as crianças de até 4 anos, a máscara deveria ser usada como uma espécie de jogo, para tirar um pouco do medo de um ataque químico.

Durante a Guerra, os civis tinham a prática diária de máscara de gás e um exercício de gás para civis, usando gás lacrimogêneo, foi realizado em Kingston-On-Thames em 1941.

No fim, nenhum dos lados acabou usando armas químicas durante a Guerra, mas alguns anos depois as autoridades começaram a se preocupar com as máscaras de gás britânicas que foram produzidas pela Baxters de Blackburn, pois notou-se que os trabalhadores da fábrica que faziam as máscaras apresentavam um número anormalmente alto de mortes por câncer. 

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Diante disso, observou-se que as máscaras de gás continham crisotila (amianto branco) ou crocidolita (amianto azul) em seus filtros. Um relatório sugeriu que trabalhar em fábricas de máscaras de gás resultou na morte de 10% da força de trabalho devido ao mesotelioma pleural e peritoneal.

No entanto, o governo decidiu não contar ao sobre os possíveis perigos do uso de máscaras de gás durante a guerra.

Fontes: historycollection, atlasobscura, spartacus-educational, britannica.

Por Juliana Hembecker Hubert                                   

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